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Sebrae avalia que carnaval pode movimentar quase R$ 600 mil na economia de MT


A tradicional festa de Carnaval que se inicia na próxima sexta-feira (28) e se estende até a terça-feira seguinte, em todo o Brasil, traz expectativas tanto para quem vai curtir, mas, também, para os empresários que aproveitam o período para ampliarem o faturamento. Foliões devem curtir os cinco dias de comemoração em blocos de rua, desfiles, festas privadas, em reuniões com amigos e familiares ou para simplesmente descansar. A estimativa é de que o período movimente R$ 593 milhões na economia de Mato Grosso, segundo levantamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT).

Os dados indicam que cerca de 33% dos mato-grossenses confirmaram presença em algum evento de folia neste ano de 2025. Outros 24% ainda estão indecisos e 44% não devem participar de nenhum dos cinco dias de festa. Com isto, há uma chance de o número de participantes ser igual ou inferior ao registrado em 2024, em que 49% dos mato-grossenses festejaram a data comemorativa.

Se de um lado os foliões vão aproveitar o período seja para curtir ou para descansar, do outro, os empresários se preparam para vender mais, inclusive alguns se reinventam para aproveitar ainda mais o período festivo. É o caso de Carlos Meoli, dono de um estabelecimento voltado para bebidas e alimentos na Praça Popular, que se uniu com outros empresários do ramo para lançar a primeira edição do “Carnaval na Praça”, em Cuiabá, com início no domingo (2) e término na terça-feira (4).

A ideia, segundo ele, surgiu após enxergarem uma debandada de pessoas da cidade, em busca de alternativas para a festa. “Nós tivemos o intuito de gerar movimento na praça e, consequentemente, nos bares. Também organizamos uma matinê, no domingo, para atrair as famílias. O trabalho é realizado em conjunto com o bloco ‘Bode Bonito’ e estamos muito animados. A expectativa é de uma média de 600 pessoas por dia”, avalia o empresário.

Para apoiar e orientar os empresários neste período, o Sebrae Mato Grosso vai ao encontro destes empreendedores, com estratégias e caminhos para ampliarem a renda e aproveitarem da melhor forma este período. De acordo com o analista Técnico do Sebrae/MT, Alberto Santana, o percentual deste ano, apesar de não estar tão elevado quanto o ano anterior, ainda assim pode ser lucrativo e gera expectativas de quem se prepara para atender o público e fornecer produtos durante o Carnaval.

“Acredito que o empresário precisa pensar em como fortalecer o seu negócio, se preparar e usar as melhores ferramentas neste momento e fidelizar este cliente. O Sebrae tem uma trilha de projetos, consultorias e estratégias que vai desde gestão, ao marketing e vendas, para ajudar este empreendedor a se desenvolver não só para o Carnaval, mas para após o período também, se tornando mais competitivo”, diz.

A maioria dos entrevistados afirma que irá participar de algum evento no estado. Cerca de 21% busca por festas gratuitas, outros 19% vão para blocos de rua, 18% irão passar com amigos ou familiares e 15% estarão em festas privadas. Os dados também traçam um perfil dos carnavalescos: a maioria se concentra na faixa etária entre 26 e 44 anos e que ganha entre 2 a 5 salários mínimos. Este indicativo aponta que há uma margem de maior investimento em experiências premium por parte deste grupo.

“Os empreendedores que irão atender o segmento de eventos, principalmente, devem ficar atentos neste indicativo e procurar soluções que comportem a demanda destes clientes, sempre pensando em proporcionar uma melhor experiência dentro do limite financeiro de quem se propõe a buscar participar de alguma destas festas”, orienta.

O levantamento aponta que 12% dos mato-grossenses que vão comemorar o Carnaval devem viajar para fora do estado, em locais para onde a festa é mais tradicional, como nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro, por exemplo. Isto faz com que os gastos com transporte e passagens (43%) e hospedagem (29%), superem o valor de outros serviços disponíveis, como alimentação e bebidas (23%), serviços de personalização (22%) e ingressos para shows (20%).

“O empresário precisa pensar em como fortalecer o nosso estado como um polo atrativo de festas carnavalescas, criando opções e oportunidades para as pessoas. Considerando que muitas pessoas estão dispostas a ir para fora e investir na economia de outros estados, o nosso acaba perdendo lucros em um período tão importante como o desta festa”, avalia o analista Alberto Santana.

O Noroeste

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