Empresários foram presos no condomínio onde vivem, em Primavera do Leste. — Foto: Reprodução
A Justiça decidiu manter, por mais 30 dias, a prisão do casal de empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, apontados como mandantes do assassinato do advogado Renato Nery, em Cuiabá. Eles foram presos no início de maio, em Primavera do Leste, a 239 km da capital.
A reportagem procurou as defesas dos investigados, que informaram que não vão se pronunciar sobre o caso.
Cesar e Julinere já foram alvos de operações três vezes. Na primeira vez, em novembro de 2024, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e, depois, medidas cautelares para o uso de tornozeleira eletrônica. Em maio, foi determinada a prisão.
Segundo a juíza Edna Coutinho, mesmo ficando em silêncio durante o interrogatório, Julinere fez declarações informais, mas relevantes durante as investigações. Em uma delas, a investigada afirmou que César tinha raiva de Renato Nery por conta de um conflito pela posse de terras.
No dia da prisão, Julinere também teria confessado à polícia que mandou o cabo da PM, Jackson Pereira, matar o advogado. Ela disse que o marido chegava bêbado em casa, dizendo que precisava matar Renato e também afirmou que o cabo Jackson, que mora no mesmo condomínio, a extorquia com frequência.
Além disso, ela confirmou a existência de um bilhete entregue a César cobrando o pagamento pelo crime. De acordo com a polícia, o bilhete foi escrito por Jackson e entregue por meio do sargento Heron Teixeira.
A juíza destacou ainda que a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos, junto a novos depoimentos, como o do sargento Heron, que confessou participação no crime, trouxe informações graves e relevantes e que as investigações continuam.
Renato foi baleado quando chegava no escritório dele, em julho de 2024. Segundo a Polícia Civil, o atirador já estava esperando pelo advogado e, após atirar, fugiu do local em uma moto.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que Renato caminha até a porta do escritório, é atingido pelos disparos e cai no chão.
O advogado morreu um dia após ser baleado. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã do dia 7 de julho. Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens.
Ele foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e conselheiro Federal da OAB, na gestão 1989 – 1991
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