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quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Advogado acusa ex-jogador de vôlei assassinado de tentar se apropriar de Amarok, terreno e R$ 70 mil

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O advogado Rodrigo Pouso, que patrocina a defesa do empresário Iderley Alves Pacheco, de 40 ano, reafirmou a versão do cliente, que alega que o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, 46 anos, conhecido como “Boi”, assassinado com três tiros na noite da última quinta-feira (10) em Cuiabá, estaria extorquindo o seu cliente durante a divisão de bens em decorrência da separação da esposa, com quem tem uma família.

Iderley se entregou à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta segunda-feira (14) acusado de ter cometido o crime.

Pouso enfatizou que a arma utilizada no disparo pertencia a Everton. Iderley, após o incidente, teria “dispensado” o revólver e, ao se entregar, indicou à polícia o local onde o teria deixado.

Conforme o advogado, Everton teria se apropriado da caminhonete Volkswagem Amarok (onde ele foi morto enquanto dirigia) e da metade de um terreno de R$ 70 mil, tudo sob a justificativa que estava intermediando a partilha de bens entre o casal.

“Quando Iderley se deu conta, Everton já estava removendo todos os bens — inclusive dirigindo uma das duas caminhonetes Amarok envolvidas. Everton se aproximou do casal com a versão de conciliar, mas estava fazendo a partilha de bens e tudo ele levava”, explicou.

“Nem advogado ele era. O certo seria procurar um profissional da área de família. Fazer tudo em um escritório, não levar uma pessoa de fora”, completou Pouso.

Pouso também afirmou que o crime não foi premeditado, nem passional. “Ele não sabia da traição. Está sabendo agora pela imprensa que estão comentando sobre crime passional. O que ele entende é que o Everton entrou como conciliador, mas na verdade estava separando e se apropriando de bens”.

Ele ainda afirmou que Iderley conheceu Everton em um jantar, que contou com a presença de um pastor, e que ficou combinado que o ex- atleta ajudaria na partilha dos bens como um “conciliador informal”.

O advogado também levantou questionamentos sobre o comportamento da esposa de Iderley, que acompanhava o encontro entre os dois homens em outro veículo. “A vítima pega outra caminhonete, ela vai atras, e ninguém acha estranho?”.

Homicídio

O crime ocorreu na última quinta-feira (10), no bairro Paiaguás, em Cuiabá. Uma caminhonete VW Amarok prata, em alta velocidade, bateu de frente com uma Ford 350 verde.

Em seguida, o motorista da Ford 350 e um frentista ouviram barulhos de tiros e viram um homem saindo da Amarok e fugindo em direção ao Parque das Águas.

Everton foi encontrado morto a tiros no banco do motorista da Amarok.

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