Delegado Flávio Leonardo fala sobre a Operação Verdades Secretas
Sete mulheres e um homem ligados ao médico e ex-vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, preso em maio por estupro e exploração sexual infantil, foram alvos da Operação Verdades Secretas, deflagrada pela Polícia Civil para investigar crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes, em Canarana, Água Boa, Querência, Gaúcha do Norte, Rondonópolis, Várzea Grande e Sorriso, nesta quinta-feira (17).
Das 16 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilo telemático, um mandado foi cumprido em Recife (PE).
A reportagem tenta localizar a defesa de Thiago.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Flávio Leonardo, as sete mulheres investigadas mantinham vínculos próximos com Thiago, aparentemente sem conhecimento uma da outra, já o homem é suspeito de envolvimento direto na produção, armazenamento e possível compartilhamento de material pornográfico infantil.
A investigação revelou que Thiago buscava se aproximar de mulheres com filhas ou com acesso direto a crianças. Há evidências de que algumas dessas mulheres possam ter colaborado com os abusos dos investigados.
A polícia ainda descobriu que uma das vítimas teria praticado um aborto. A criança não seria filha de Thiago, mas o procedimento teria sido realizado sob a orientação do médico, o que, segundo a polícia, agrava ainda mais a rede de manipulação e abuso psicológico.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. O conteúdo desses materiais será periciado para a identificação de novas vítimas e de possíveis envolvidos.
Thiago atuava em uma Unidade de Saúde da Família (USF) e defendia pautas de direita como parlamentar. Formado em medicina em 2009, em uma instituição particular de Cuiabá, Thiago não possui especialização registrada, conforme o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), e atuava como clínico geral.
Em 2024, ele foi eleito como vereador de Canarana, pelo Partido Liberal (PL). Thiago foi preso no dia 31 de maio, por estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil.
Na casa dele, foram encontradas imagens relacionadas a abuso sexual infantil, sendo parte do material produzido e compartilhado pelo próprio vereador. Em uma foto dos materiais apreendidos, é possível ver um conjunto de roupa infantil feminina e brinquedos sexuais. Segundo a polícia, os materiais eram usados para fantasias sexuais do ex-parlamentar.
No dia 10 de junho, Thiago foi indiciado por quatro crimes:
Dias depois, ele foi indiciado por outros três crimes:
Também foi decretada a prisão preventiva do investigado, diante da gravidade dos fatos e para assegurar o andamento do processo.
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