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quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Audiência do MP propõe comitê e plano emergencial para obras em Cuiabá

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de Cuiabá, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MT (IPF-MT), revelou aumento no número de famílias endividadas na capital, de 86,5% em julho para 86,8% em agosto. Esse é o quinto mês consecutivo de crescimento.

Apesar disso, a inadimplência — quando as dívidas não são quitadas no prazo — apresentou queda. O percentual de famílias que declararam não conseguir pagar as contas caiu de 16,4% para 15,6%, o que representa 32 mil famílias, contra 34 mil no mês anterior. A redução mensal foi de 5,36%. No comparativo anual, a queda é ainda mais expressiva, de 20,8%, em relação a agosto de 2023.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, avaliou o cenário: “Agosto registrou redução no número de famílias inadimplentes em Cuiabá, ao mesmo tempo em que o endividamento continua elevado e segue a tendência nacional de crescimento, evidenciando que o crédito tem sido utilizado como estratégia de consumo.”

O cartão de crédito segue como principal fonte de dívida, com 80,5%, seguido pelos carnês (24,6%). Já os financiamentos de veículos (4,4%) e de imóveis (3,7%) aparecem em menor escala. Para Wenceslau Júnior, “o predomínio do cartão de crédito e dos carnês como principais fontes de dívida reforça a dependência de modalidades de curto prazo que ampliam o risco, ressaltando a necessidade de organização por parte das famílias.”

De acordo com o IPF-MT, a queda da inadimplência pode indicar maior esforço das famílias em renegociar e ajustar as finanças, já que o índice atingiu o menor patamar desde agosto de 2022.

A pesquisa também mostrou que, entre os inadimplentes, 46,8% acreditam que vão conseguir pagar parte da dívida, 25,1% esperam quitar por completo no próximo mês e 27,6% avaliam que não terão condições de pagar. Em relação ao total de famílias, 4,3% afirmaram não conseguir quitar as dívidas — o mesmo percentual do mês anterior.



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