Rosineide Pereira havia desaparecido há dois dias e deixou legado na educação infantil. Polícia procura por possíveis suspeitos e investiga a motivação do crime.
Viúva há seis meses e com sonhos de fazer mestrado em educação. A trajetória de Rosineide Pereira, de 41 anos, foi marcada por lutas diárias e conquistas profissionais. Ela foi encontrada morta dentro do próprio carro neste sábado (13) após ser sequestrada há dois dias em São José do Rio Claro, a 325 km de Cuiabá.
A reportagem a cunhada dela, Marileusa Pereira, contou que Rosineide sonhava em fazer mestrado e desejava inovar cada vez mais na educação infantil.
“Ela estava na flor da mocidade. Não consigo entender a maldade da mente humana”, relatou.

Moradora de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, Rosineide trabalhava durante o dia pesando verduras e legumes em um supermercado da região. De noite, ela limpava uma academia e fazia tudo isso com um objetivo: conquistar a segurança de um concurso público na área que mais desejava.
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Segundo a cunhada, Rosineide começou um curso de pedagogia e passou a dar aulas no município. “Ela sempre sonhou em ser concursada e sair dessa vida de insegurança, porque todo ano estava fazendo seletivo.”
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Há um ano e meio, Rosineide prestou concurso em São José do Rio Claro e foi aprovada.
“Ela passou e se sentiu realizada. Mas nós, enquanto família, ficamos preocupados, porque a família sempre morou perto, como se fosse uma tribo. Eram seis irmãos, três irmãs e três irmãos. Todos moravam perto. Mas reconhecemos o propósito dela.”
Assim a vida de Rosineide mudou. Quando ela não estava em Campo Novo, estava em São José Claro do Rio Claro. Porém, há seis meses ela perdeu o marido Ênio Luis Milani para um câncer.
“Rosi vivia com saudade, com tristeza e solidão, o que acalentava seu coração era o amor pela educação infantil. Ela sempre inovava e cuidava de cada um dos alunos”, contou Marileusa.
O caso
Há dois dias, Rosineide foi vista pela última vez quando chegava em casa. O delegado responsável pelo caso, Dr. Arnon Osny Mendes, descartou qualquer ligação com facção criminosa e destacou que a causa da morte ainda é investigada.
“Ainda não temos com precisar a causa da morte, em razão do estado que o corpo foi encontrado, mas apenas suposições da praxe policial, mas preferimos aguardar o laudo de necropsia para termos uma conclusão técnica”, afirmou.
Em nota, a prefeitura de Campo Novo do Parecis disse que Rosineide deixou um “legado de carinho, compromisso e contribuição para a educação”.
A Polícia Civil faz buscas na região para localizar possíveis suspeitos envolvidos no caso.

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