A dançarina Ananda Cristina da Rocha Parreira, do grupo Flor Ribeirinha, participou da excursão cultural em Nova York — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
A típica dança mato-grossense siriri e rasqueado chegou à avenida mais movimentada do mundo: a Times Square, em Nova York. A apresentação, contudo, não foi à toa. Ela faz parte da exposição itinerante que levou a cultura, gastronomia e as belezas naturais do Pantanal Mato-grossense.
Segundo o diretor do grupo Flor Ribeirinha, Avinner Silva, participar do evento foi a realização de um sonho e motivo de grande felicidade para o grupo, que teve a oportunidade de mostrar a cultura pantaneira ao mundo.
“Houve muito preparo, desde as questões administrativas e burocráticas até o cuidado com cada detalhe da produção cultural. Tudo isso faz parte de um contexto profissional necessário para representar com dignidade a cultura mato-grossense”, contou.
Ainda de acordo com Avinner, a apresentação conseguiu revelar a riqueza do bioma do Pantanal, a diversidade étnica, ancestralidade e raízes culturais com a alegria do siriri e do rasqueado.
“A intervenção na Times Square teve um impacto enorme para nós. Mostramos um Brasil mais profundo, que vai além do samba e do futebol, e encantamos o mundo com nossa musicalidade, cores e dança”, afirmou.
Para a dançarina Ananda Cristina da Rocha Parreira, que integra o grupo Flor Ribeirinha há 15 anos, a experiência de vestir o figurino tradicional e se apresentar na Times Square foi indescritível. Segundo ela, o grupo foi recebido com entusiasmo pelo público.
“As pessoas se aproximavam, pediam fotos, queriam saber de onde éramos, e eu sentia um orgulho imenso de dizer: ‘Somos do Mato Grosso, do Brasil’ Ver nossa dança nos telões e sentir a emoção do público foi a certeza de que nossa cultura está conquistando o mundo”, contou.
Ananda contou que a participação do grupo em Nova York foi a realização de um sonho para ela, e ficou profundamente agradecida por ter essa oportunidade. Ela ressaltou que ela e os colegas ensaiaram muito e mantiveram o foco para que tudo saísse perfeito na apresentação.
“Meu psicológico ainda não acreditava que aquelas malas estavam sendo feitas para os Estados Unidos, e que eu realmente iria dançar em Nova York. Na véspera do embarque, mal consegui dormir. Quando cheguei ao aeroporto e percebi que tudo era real, não sabia se chorava, gritava ou apenas agradecia”, disse.
Pantanal em Nova York
VIDEO:
O evento recebeu também a exposição da mostra “Quatro Estações: Um Pantanal” do fotógrafo mato-grossense, José Medeiros no último domingo (2) e reuniu nomes como a chef cuiabana Ariani Malouf e o documentarista Filipe De Andrade (veja imagens da exposição abaixo).
O fotógrafo José Medeiros explicou que seu objetivo foi retratar o povo pantaneiro e suas expressões culturais, indo além das imagens do bioma e dos animais que costumam ser associados ao Pantanal.
“Geralmente as pessoas vão para lá ver os animais, mas participar desse evento, para mim, foi levar a resistência do povo pantaneiro, que vai além das onças. Pouco é dito sobre essas pessoas. O meu trabalho é dar visibilidade às histórias do Pantanal pouco vistas pelas pessoas”, disse.
Os norte-americanos que visitaram a galeria conheceram um pouco sobre o Pantanal, visto como destino de safári e observação da vida selvagem, além de rodas de conversa, cooking shows e degustações de pratos típicos como o macarrão de comitiva com aioli de pequi e o ceviche de tilápia com mandioca.
A exposição ficou na Galeria Visit Brasil – Pantanal, no distrito de Chelsea, em Nova York. No local, a mostra “Quatro Estações: Um Pantanal” do fotógrafo José Medeiros e pratos típicos da cultura mato-grossense.
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