A Justiça de Mato Grosso revogou a prisão domiciliar e o monitoramento eletrônico de Taiza Tosatt Eleoterio, conhecida como “Musa dos Investimentos”, que está no fim da gestação e aguarda a qualquer momento o início do trabalho de parto. A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi proferida no dia 11 deste mês.
Taiza responde a uma série de acusações, entre elas estelionato, lavagem de dinheiro, crimes contra a economia popular, associação criminosa e participação em um esquema de pirâmide financeira que, segundo o Ministério Público, lesou mais de 30 pessoas em Mato Grosso, com prejuízos estimados acima de R$ 4 milhões — chegando a R$ 5 milhões conforme apurações iniciais. Uma das vítimas, uma idosa, afirma ter perdido R$ 1,1 milhão.
O magistrado considerou atestados médicos que apontam risco à saúde da gestante caso ela continue utilizando tornozeleira eletrônica durante o parto, além de destacar que Taiza cumpriu integralmente as determinações impostas desde que deixou a prisão em 2024. Desde então, ela estava em regime domiciliar após ser detida na Operação Cleópatra com munições de uso restrito e anabolizantes.
Com a nova decisão, Taiza segue respondendo ao processo em liberdade, mas deve cumprir medidas como comparecimento periódico à Justiça e proibição de acessar redes sociais. O monitoramento eletrônico foi totalmente suspenso.
Esquema DT Investimentos
De acordo com a denúncia, Taiza, seu ex-marido, o ex-agente da Polícia Federal Ricardo Ratola e o médico Diego Flores teriam estruturado um esquema fraudulento por meio da empresa DT Investimentos. O grupo oferecia rendimentos mensais de até 5% a clientes atraídos por falsas promessas de operações no mercado financeiro.
O Ministério Público, porém, apontou que a DT não era registrada nem supervisionada por qualquer órgão regulador, atuando de forma ilegal.
Um dos casos citados envolve uma vítima de Rondonópolis, que investiu R$ 105 mil após ser procurada por Ratola via WhatsApp. O contrato firmado previa o pagamento mensal de R$ 5.250 como “pró-labore”. Nenhuma das parcelas foi paga.
Para justificar a ausência de retorno, o grupo alegava supostos bloqueios realizados por uma corretora que, na prática, sequer existiria como intermediária das operações prometidas.
As investigações também indicam que parte do patrimônio obtido com os golpes — aproximadamente R$ 2 milhões — teria sido registrada em nome do irmão menor de idade de Taiza, em tentativa de ocultação de bens.
Taiza responde a mais de cinco ações criminais relacionadas ao caso e continua sendo investigada por participação ativa na estruturação e manutenção do esquema, que operava conquistando a confiança das vítimas para, em seguida, reter os valores investidos sem previsão de devolução.
A Justiça aguarda novas manifestações do Ministério Público e o andamento das ações para definir os próximos passos do processo.
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