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Morre o cantor Lindomar Castilho, que matou a ex-esposa, aos 85 anos

Contigo! A música popular brasileira se despediu nesta sexta-feira (19/12) de Lindomar Castilho, que morreu aos 85 anos. Ídolo de grande apelo popular nas décadas de 1970 e 1980, o cantor construiu uma trajetória marcada por canções românticas que dominaram as paradas, mas também por um episódio trágico que mudou definitivamente a forma como seu nome passou a ser lembrado. A causa da morte não foi informada pela família.

Nos últimos anos, o artista levava uma vida reservada em um apartamento em Goiânia. Diagnosticado com Parkinson, Lindomar Castilho enfrentava um quadro de saúde delicado havia cerca de uma década. O velório está marcado para este sábado (20), a partir das 13h, no Cemitério Santana, na capital goiana, reunindo familiares e pessoas próximas.

TRAJETÓRIA

A confirmação da morte veio por meio das redes sociais da filha, Lili De Grammont, que publicou um longo desabafo refletindo sobre humanidade, finitude e dor.

Em um dos trechos, ela escreveu: “O que te faz ser quem você é? As palavras não são suficientes para explicar o que estou sentindo! Só sinto uma humanidade imensa, sinto o tanto que estamos nesta terra para evoluir. Sinto o poder das coisas que verdadeiramente importam”.

Em seguida, completou com palavras duras sobre o passado do pai: “Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”.

Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar Castilho emplacou músicas de enorme sucesso popular, como “Você É Doida Demais” e “Eu Amo a Sua Mãe”, esta última usada como tema de abertura da série Os Normais, da TV Globo. No entanto, em 30 de março de 1981, sua carreira foi interrompida por um crime que chocou o país: o assassinato da ex-esposa Eliane de Grammont, então com 26 anos, durante uma apresentação em São Paulo.

O cantor foi julgado em 1984 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e o episódio passou a definir, de forma definitiva, o legado controverso deixado por sua trajetória.

O Noroeste

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