Operação ocorreu na manhã desta quarta-feira (21). Criminosos, de 22, 28 e 29 anos, foram presos em conjunto residenciais dos bairros Nova América e Jardim Alvorada.
Dois homens, de 21 e 28 anos, e uma mulher, de 27, foram presos suspeitos de envolvimento em golpes aplicados pela internet em Piracicaba (SP), na manhã desta quarta-feira (21), durante operação CyberCombat da Polícia Civil do Mato Grosso na cidade do interior paulista.
Um procurador de Justiça do Ministério Público do Mato Grosso chegou a ter os dados acessados pelos criminosos, mas não caiu no golpe, segundo a polícia.
A operação visa combater crimes de fraude eletrônica, invasão de dispositivo eletrônico, falsidade ideológica e associação criminosa.
Em um único celular apreendido para a investigação, a polícia estima fraudes com dados de, ao menos, 50 vítimas.
Invasão de contas gov.br
Segundo a Polícia Civil de Piracicaba, os golpistas invadiam contas das vítimas, usavam e alteravam dados de cadastros em plataformas e aplicativos do governo, como o gov.br, que disponibiliza documentos digitais, e financiavam veículos no nome delas.
“A investigação teve início após uma vítima ter sua conta gov.br invadida, ocasião em que seus dados pessoais foram subtraídos e utilizados de forma fraudulenta para o financiamento de veículos em concessionárias, bem como para a criação de contas e registros em seu nome, sem autorização”, detalhou a polícia.
Apreensões: durante operação nesta quarta-feira (21), foram apreendidos celulares, computadores, chips de telefonia e HDs em imóveis nos bairros Jardim Alvorada e Nova América em Piracicaba.
Como funcionava o golpe?
Os criminosos usavam as informações pessoais retiradas do portal de serviços do governo federal para fraudar a compra de veículos em lojas do Mato Grosso. Com acesso aos dados do gov.br das vítimas, os suspeitos assinavam documentos para o financiamento e compra dos veículos, bem como para transferências desses carros.
“Os golpes eram aplicados através da internet. Os autores invadiam as contas do gov.br das vítimas e financiavam veículos em nome das vítimaCom a assinatura digital abriam, inclusive, contas bancárias em nome das vítimas”, detalha a Polícia Civil de Piracicaba.
Durante a investigação, houve autorização da Justiça de Lucas do Rio Verde (MT), a 1,7 mil km de Piracicaba, para quebras de sigilos telefônicos dos suspeitos.
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O Poder Judiciário decretou as prisões preventivas dos investigados e cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Concessionária
Alguns dos veículos comprados por meio das fraudes, conforme a polícia, eram revendidos em concessionárias. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em uma concessionária de revenda de veículos no bairro Piracicamirim, em Piracicaba (SP).
Segundo a polícia, a concessionária é ligada aos investigados presos.
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