Featured

TCE sugere adesão à Central de Compras para baratear licitações e reduzir burocracia

Comprar mais barato e com menos burocracia. Esse é o principal objetivo da recomendação feita pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, para que os municípios do estado passem a aderir à Central de Compras Públicas de Mato Grosso, modelo que pode reduzir o custo das contratações em até 60% e agilizar os processos licitatórios.

Segundo Sérgio Ricardo, a adesão representa um avanço significativo para a gestão pública municipal, ao garantir economia de escala, maior agilidade nos processos licitatórios, suporte técnico especializado e a padronização de produtos e serviços. “Atualmente, 84 municípios integram o Consórcio Interfederativo de Compras Públicas de Mato Grosso, responsável por operacionalizar esse modelo. Ampliar essa adesão é fundamental para fortalecer a eficiência administrativa e assegurar o melhor uso dos recursos públicos”, destacou.

Na decisão normativa, publicada no Diário Oficial de Contas desta quarta-feira (4), o presidente estabelece ainda que o Tribunal de Contas poderá avaliar a economicidade das aquisições realizadas por órgãos que não aderirem à Central de Compras, tomando como referência os preços de mercado. Caso sejam identificadas variações significativas entre os valores praticados nessas licitações próprias e os preços obtidos pela Central de Compras, o TCE-MT poderá recomendar a adesão ao modelo centralizado e/ou a adoção de medidas para assegurar a economicidade das contratações.

A criação, tanto da Central de Compras Públicas dos Municípios quanto do consórcio público responsável pela medida, sob a liderança e assessoramento da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com o apoio institucional do TCE-MT e do Ministério Público de Contas (MPC-MT), é resultado da Mesa Técnica nº 02/2024, que buscou soluções para a dificuldade de equidade nas condições de compra entre os municípios.

Na ocasião, o presidente conselheiro Sérgio Ricardo ressaltou a dificuldade dos municípios menores em processos licitatórios morosos. “No estado, 106 dos 142 municípios têm menos de 20 mil habitantes. Além disso, a extensão territorial de Mato Grosso agrava os custos logísticos, que acabam sendo incorporados aos preços dos produtos, novamente, prejudicando os municípios menos favorecidos”, declarou.

A mesa técnica surgiu da demanda do presidente da AMM, Leonardo Bortolin, que identificou a dificuldade das prefeituras, em especial as menores e mais distantes, em adquirir produtos de forma ágil e com preços justos.

O Noroeste

Recent Posts

Seduc encerra inscrições para Processo Seletivo de bibliotecários e nutricionistas nesta sexta-feira (6)

As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado da Secretaria de Estado de Educação de Mato…

1 hora ago

Lúpus, Fibromialgia, Alzheimer e Leucemia: O impacto da informação na saúde pública

O calendário da saúde nos convida, neste mês, a uma reflexão profunda e necessária. Fevereiro…

2 horas ago

Arenápolis completa 72 anos com investimentos e ações do deputado Max Russi I MT

Arenápolis celebra, nesta quinta-feira (5), 72 anos de emancipação político-administrativa com importantes investimentos viabilizados pelo…

2 horas ago

Comércio define piso e reajuste salarial, e ‘banco de horas’ em dias de jogos do Brasil na Copa

A Fecomércio-MT, juntamente com representantes dos sindicatos patronais e do sindicato laboral, firmou termo aditivo…

2 horas ago

Após críticas, governador questiona mudança de postura do senador Jayme Campos: “Fazia só elogios”

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou ter sido surpreendido pela mudança de…

3 horas ago

Ex-deputado federal conhecido como ‘rei das sementes’ morre aos 84 anos em MT

Odílio Balbinotti foi deputado federal pelo município de Maringá (PR), entre os anos de 1995…

3 horas ago