Politica MT

Câmara Municipal rejeita abertura de comissão processante contra vereador alvo de operação da PC I MT

Os vereadores de Cuiabá rejeitaram nesta terça-feira (10) por 15 votos a 7, o pedido de Comissão Processante movida pelo advogado federal Julier Sebastião e o jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto contra o vereador Chico 2000 (PL).

Chico 2000 está afastado do cargo por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil. A investigação apura o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e investiga os crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil aos cofres públicos.

De acordo com as investigações, o vereador direcionava emendas parlamentares ao Instituto Brasil Central (IBRACE) e à empresa Chiroli Uniformes, e parte dos valores retornava a ele.

Também foram alvos da operação o presidente do IBRACE, Alex Jones Silva; o proprietário da Chiroli Uniformes e a esposa dele, João Nery Chiroli e Magali Gauna Felismino Chiroli; além dos servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV).

Entre os que rejeitaram a denúncia estão os vereadores Adevair Cabral (SD), Alex Rodrigues (PV), Baixinha Giraldelli (SD), Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Dídimo Vovô (PSB), Ildes Taques (PSB), Jefferson Siqueira (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Marcus Brito (PV), Maria Avalone (PSDB), Mário Nadaf (PV), Sargento Joelson (PSB) e Wilson Kero Kero (PMB).

Votaram a favor da cassação os vereadores Dilemário Alencar (União), Katiuscia Manteli (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União), Rafael Ranalli (PL), Samantha Iris (PL) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania).

A vereadora Dra. Mara (Podemos) se absteve. Eduardo Magalhães (Republicanos) e Cezinha Nascimento (União) não participaram da sessão.

Com o arquivamento do pedido de comissão processante, a Câmara não deve instaurar novas apurações internas sobre o vereador no momento, mantendo-o no exercício do mandato enquanto as investigações policiais seguem em andamento.

O Noroeste

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