Decisão unânime negou o pedido feito pela defesa de Carlinhos Maia e manteve a condenação do influenciador para pagar R$ 200 mil à vítima da piada.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) finalizou a ação que condena o influenciador Carlinhos Maia ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais ao fazer piada sobre a formação óssea de um morador de Mato Grosso. O processo transitou em julgado na última sexta-feira (20), e encerrou as possibilidades do influenciador recorrer junto ao STJ.
A reportagem tenta localizar a defesa de Carlinhos Maia.
Em dezembro, a Terceira Turma do Supremo Tribunal já havia decidido, por unanimidade dos ministros, não reconhecer o pedido de liminar feito pela defesa do Carlinhos Maia, que considerava o valor exorbitante, mantendo assim integralmente a condenação.
Em 2023, o influenciador comparou o procedimento estético que fez com a má-formação de Luiz Antônio, de 31 anos. Na época, o mato-grossense lamentou o caso. O influenciador chegou a pedir desculpas e disse que não teve intenção de ofender.
Em relação à condenação, Carlinhos chegou a dizer que o valor era “estranho e absurdo” e chamou a sentença de “injusta” porque, segundo ele, a imagem de Luiz já circula há anos nas redes sociais.

Luiz Antônio, de 31 anos, nasceu de parto normal e o médico usou um fórceps, aparelho que serve para fazer a retirada do bebê. Durante o procedimento, a principal suspeita é de que o aparelho tenha fraturado os ossos do rosto.
Devido à má-formação, Luiz enfrentou inúmeros problemas na fala, na alimentação e precisou passar por seis cirurgias. Natural de Nortelândia, a 254 km de Cuiabá, precisou se mudar para a capital para fazer o tratamento.
“Do meu lado esquerdo, eu não tenho prótese. Estou correndo atrás para fazer outra cirurgia para eu ficar melhor. Tenho dores fortes na mandíbula, porque estou sem a prótese de um lado”, contou.
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Há mais de 10 anos, ele espera por uma cirurgia no valor estimado em R$ 471 mil, para correção da mandíbula.
Atualmente, Luiz Antônio trabalha como motorista particular para uma família, em Cuiabá. De acordo com o advogado de defesa, ele mora sozinho, mas conta com a ajuda de amigos e parentes.
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