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Russi diz que prisão de banqueiro mostra que “colarinho branco também tem que ir para a cadeia”

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), avaliou como positiva a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, detido pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras e comercialização de títulos de crédito falsos.

Ao comentar o caso, Russi afirmou que o avanço de investigações envolvendo crimes financeiros atende ao desejo da sociedade por punições mais rigorosas contra envolvidos em esquemas de grande porte.

“A população não quer que prenda só ladrão de galinha, quer o colarinho branco, quer os grandes dentro da cadeia”, declarou.

Segundo o parlamentar, as apurações que envolvem o sistema bancário devem alcançar outras pessoas influentes, inclusive figuras da política nacional. Para ele, a investigação ainda pode revelar novos nomes ligados ao esquema.

“Deve ter político no meio, mas é o sistema bancário e deve ter grandes players envolvidos. Agora que vai atingir, vai pegar muita gente grande no meio do caminho, com certeza vai”, afirmou.

Questionado sobre os reflexos que denúncias envolvendo políticos podem causar na confiança do eleitorado, especialmente diante de indícios de ligação de investigados com partidos como PL e PT, Russi disse que é fundamental que as apurações avancem.

“Se desfalcar malandro é muito bom. Quem é malandro tem que sair fora”, disse.

O presidente da Assembleia também reconheceu que episódios envolvendo políticos investigados podem gerar frustração na população, mas afirmou que a responsabilização é necessária para preservar a credibilidade das instituições.

“Não quer dizer que o político não decepcione muitas vezes o seu eleitor. Muitas vezes ele entra no mandato com as melhores intenções do mundo e, dentro do mandato, ele é desvirtuado, ele perde toda aquela essência dele”, comentou.

Daniel Vorcaro foi preso em São Paulo no mesmo dia em que era aguardado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, no Senado Federal. Na véspera, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, havia dispensado o banqueiro da obrigação de comparecer à oitiva. A prisão, no entanto, também foi autorizada pelo próprio ministro.

Para Max Russi, a decisão demonstra que o sistema de Justiça está funcionando. Ele destacou a importância de que órgãos de controle atuem com autonomia para investigar e responsabilizar envolvidos em irregularidades.

“Não podemos deixar alguém que fez tanta coisa errada ir embora do país e ficar tudo bem. Quando a gente vê uma prisão dessa, a gente vê que realmente a coisa certa está sendo feita”, concluiu.

 

O Noroeste

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