31 C
Cuiabá
sexta-feira, março 13, 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
InícioCaso Renato Nery: investigação comprova pagamento de R$ 215 mil por morte...

Caso Renato Nery: investigação comprova pagamento de R$ 215 mil por morte de advogado em Cuiabá

- Advertisment -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

A Polícia Civil rastreou R$ 215 mil ligados ao pagamento pelo assassinato do advogado Renato Nery, morto em julho de 2024, em Cuiabá. O valor foi identificado após a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, conforme divulgado nesta sexta-feira (13).

As investigações apontam que, inicialmente, a empresária Julinere Goulart Bastos, apontada como uma das mandantes do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, uma transferência de R$ 200 mil.

O valor passou por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.

Confira a cronologia abaixo:

  • 4 de março de 2024 – A empresária investigada realizou transferências que somam aproximadamente R$ 200 mil, com valores passando por contas de terceiros
  • 5 de março de 2024 – Parte do dinheiro foi usada para a compra de um veículo no valor aproximado de R$ 115 mil, registrado em nome de terceiro
  • 5 de março de 2024 – Também foram transferidos R$ 40 mil para a mãe de um dos investigados
  • 6 de março de 2024 – O restante do valor foi encaminhado para a conta do próprio investigado
  • 8 de março de 2024 – Foi identificado pagamento direto de R$ 15 mil da suspeita apontada como mandante ao segundo investigado
  • 12 de março de 2024 – Um dos investigados prestou depoimento confirmando a dinâmica do pagamento pelo crime
  • Quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça permitiu rastrear o fluxo financeiro
  • A análise identificou movimentações fracionadas e uso de intermediários, indicando possível lavagem de dinheiro
  • O total rastreado nas movimentações relacionadas ao crime chegou a R$ 215 mil

Diante das evidências reunidas, o rastreamento do fluxo financeiro e os depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que o caso se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.

Quem são e como agiram os investigados

  • César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos – mandantes do assassinato;
  • Caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva – atirador;
  • Sargento da PM Heron Teixeira Pena Vieira – intermediador que recebeu dinheiro, arma e contratou o Alex pra fazer executar;
  • PM Ícaro Nathan Santos Ferreira – intermediador que forneceu a arma usada e facilitou a transferência do pagamento;
  • PM Jackson Pereira Barbosa – intermediador que coordenou o crime e realizou pagamentos parciais;
  • PM Wailson Alessandro Medeiros Ramos – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime;
  • PM Wekcerlley Benevides de Oliveira – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime;
  • PM Leandro Cardoso – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime;
  • PM Jorge Rodrigo Martins – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime.

 

Assassinato de Renato Nery

 

Advogado é baleado durante atentado em frente a escritório de Cuiabá
Advogado é baleado durante atentado em frente a escritório de Cuiabá
Renato foi baleado quando chegava no escritório dele, em julho de 2024. Segundo a Polícia Civil, o atirador já estava esperando pelo advogado e, após atirar, fugiu do local em uma moto.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que Renato caminha até a porta do escritório, é atingido pelos disparos e cai no chão.

O advogado morreu um dia após ser baleado. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã do dia 7 de julho.

- Advertisment -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Advertisment -