A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), criticou publicamente o senador Carlos Fávaro (PSD) após o parlamentar deixar o Ministério da Agricultura e reassumir o mandato no Senado. A movimentação ocorreu na sexta-feira (27) e gerou reação por não ter sido comunicada previamente à suplente Margareth Buzetti (PP).
Com a volta de Fávaro, Buzetti acabou impedida de participar da votação do relatório da CPI do INSS, que tratava do indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT). A expectativa era de que o titular retornasse apenas no início de abril.
Em publicação nas redes sociais, Virginia saiu em defesa da senadora e classificou a atitude como ofensiva. “Desrespeitar as mulheres para proteger bandido é inaceitável. Minha voz se soma à de Margareth Buzetti, que tem coragem de enfrentar essa realidade”, declarou.
A primeira-dama foi além e afirmou que a conduta do senador extrapola o campo político. “O que vimos nos últimos dias ultrapassa qualquer limite. Retirar Margareth da cadeira no Senado não é só uma decisão política, é um gesto que desrespeita uma mulher séria, comprometida e que honra o mandato”, escreveu.
As críticas foram feitas na legenda de um vídeo publicado no Instagram, no qual Virginia também resgata posicionamentos anteriores de Fávaro em eleições passadas, quando ele apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes de se alinhar ao atual governo federal.
Na postagem, ela ainda questionou a coerência política do senador e citou episódios envolvendo o governador Mauro Mendes (União). “Não é a primeira vez. Ele já teve essa postura antes. Foi eleito com apoio, se apresentou como aliado e depois mudou de lado. Coerência não pode ser opcional. Lealdade não é discurso de campanha”, afirmou.
O episódio intensificou o embate político no estado e expôs divergências entre lideranças de Mato Grosso em meio às discussões no Congresso Nacional.




