Um dia após vir à tona a articulação interna que pode resultar em sua destituição da presidência do PRD em Mato Grosso, o senador Mauro Carvalho classificou o movimento como uma “falta de respeito” e criticou o que chamou de práticas da “velha política”. As declarações foram dadas na manhã desta terça-feira (31), em entrevista na sede do União Brasil, em Cuiabá, onde o grupo político ligado ao senador se reúne para discutir estratégias eleitorais.
Segundo Mauro, a possível destituição não foi comunicada oficialmente e teria sido articulada nos bastidores, em Brasília. “Foi uma surpresa total. A falta de respeito e consideração pelo trabalho que fizemos ao longo de dois anos no PRD foi muito grave”, afirmou .
O senador relatou que tomou conhecimento da movimentação por terceiros, antes de qualquer aviso formal da direção nacional do partido. De acordo com ele, a informação chegou por meio do secretário Gilberto Figueiredo, após comentários feitos em um encontro político no interior do estado.
Mauro também criticou a justificativa apresentada pela direção nacional do PRD para a possível mudança no comando estadual, que envolveria dificuldades na formação de chapa proporcional. “Uma desculpa esfarrapada”, disse, ao afirmar que a nominata já estava praticamente definida.
Sem citar diretamente os responsáveis, ele evitou confirmar possíveis articulações envolvendo lideranças políticas de Mato Grosso, mas sinalizou que pretende se posicionar de forma mais contundente após a confirmação oficial da decisão. “Não vou comentar suposições agora, mas, quando isso estiver consolidado, vou falar com clareza”, declarou .
Em meio à crise, Mauro Carvalho fez críticas mais amplas ao cenário político e associou o episódio a práticas tradicionais de negociação por poder. “São negociatas da velha política”, afirmou, ao comentar a frase dita anteriormente de que “na política se vende até a mãe”.
Apesar do episódio, o senador minimizou impactos no grupo político ao qual está ligado e indicou uma reorganização partidária. Ele afirmou que aliados devem migrar para o União Brasil e para o PP, enquanto ele próprio deve permanecer temporariamente sem filiação partidária.
Carvalho também rebateu a interpretação de que a sua saída do comando do PRD representaria enfraquecimento político. “Eu vejo isso como separar o joio do trigo. Ainda bem que aconteceu agora, e não durante o processo eleitoral”, disse .
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