O julgamento do policial militar Ricker Maximiano de Moraes, de 35 anos, previsto para ocorrer nessa quarta-feira (28), pela tentativa de homicídio contra um adolescente de 17 anos em 2018, foi cancelado após o PM trocar de advogado às vésperas da sessão, em Cuiabá. A mudança foi feita depois dele ser preso por matar a própria esposa, Gabrieli Daniel Souza de Moraes, de 31 anos, que seria uma das testemunhas no processo. Agora, o advogado contratado o defenderá nos dois processos.
Ricker é réu pela tentativa de homicídio. O julgamento foi remarcado para o dia 8 de julho. Enquanto isso, o promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes pediu a prisão preventiva do PM, que foi acolhida pela Justiça.
Em junho de 2018, a vítima estaria indo para casa ao lado de dois amigos, também adolescentes, na Avenida General Melo, quando passou ao lado de Ricker, que estava discutindo com a então namorada da época.
Ao perceber que os adolescentes estariam rindo da situação, o suspeito questionou: “O que vocês estão rindo? Vaza, vaza.” Na sequência, levantou a camisa, pegou uma arma de fogo que estava na cintura e perseguiu os adolescentes.
O suspeito atirou pelas costas e atingiu um dos adolescentes. Devido à gravidade do ferimento, a vítima precisou passar por uma cirurgia de emergência e, atualmente, faz uso de uma sonda para urinar, já que perdeu a sensibilidade na bexiga e não consegue mais sentir vontade espontânea de ir ao banheiro.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o PM foi denunciado por motivo fútil, considerando que o suspeito atirou por não gostar de ter sido observado durante uma discussão, e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Feminicídio
O policial militar Ricker Maximiano está preso desde a última segunda-feira (26) por ter matado a própria esposa a tiros, no Bairro Praeirinho.
Após o crime, ele deixou os filhos do casal na casa dos avós paternos pelo e logo em seguida fugiu do local. O delegado responsável pelo caso, Edson Pick, informou que ele se apresentou à polícia e que permaneceu em silêncio durante depoimento.
A motivação do crime não foi informada e o caso é investigado como feminicídio pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Já em setembro de 2023, Ricker afirmou em entrevista que atirou contra um cão da raça american bully para defender a filha diante da aproximação repentina do animal, dia 3 de setembro deste ano no Bairro Shangri-lá em Cuiabá.
As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o militar chega no portão da própria casa, segurando a filha no colo, enquanto outros familiares dele esperavam dentro do carro.
Pouco depois, o cachorro escapa da casa vizinha e atravessa a rua, indo na direção de Moraes, que saca uma arma e atira contra o animal.
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