Categories: Featured

Liminar determina nomeação de aprovados em concurso no lugar de terceirizados

A 2ª Promotoria de Justiça Cível de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá) obteve liminar que determina ao Município a apresentação das listas de cargos vagos e de candidatos aprovados em concurso público ou em cadastro de reserva. A decisão desta segunda-feira (2) também obriga a demissão de trabalhadores terceirizados que ocupam vagas destinadas a concursados, com a imediata nomeação dos aprovados.

Além disso, a Justiça determinou a realização de novo concurso público no prazo de até 120 dias para os cargos que não possuam candidatos aprovados ou em cadastro de reserva. A liminar ainda proíbe a prorrogação do Termo de Parceria com a Associação de Gestão e Projetos (Agap), utilizado para a contratação indireta de profissionais.

Na Ação Civil Pública ajuizada contra o Município de Lucas do Rio Verde e o prefeito Miguel Vaz Ribeiro, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apontou a violação de princípios constitucionais da Administração Pública (legalidade, impessoalidade, eficiência e moralidade) em razão da contratação de pessoal por meio da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Agap para o exercício de funções que deveriam ser preenchidas por concurso público.

Segundo a Ação Civil Pública, desde 2022 o MPMT acompanha a contratação da referida entidade pelo Município, considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O órgão de controle determinou a suspensão gradual da parceria e a realização de concurso público, medidas que não foram cumpridas pela administração municipal.

“Segundo apurado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e comungado por este órgão ministerial, o Município de Lucas do Rio Verde, por meio do Edital do Concurso de Projetos nº.: 001/2020, firmou o Termo de Parceria nº.: 01/2020 com a Associação de Gestão e Projetos – AGAP, para a contratação indireta de profissionais da área da saúde, caracterizando a terceirização ilegal de mão de obra para desempenhar atividades afetas ao quadro de servidores públicos do Executivo municipal, cujo ingresso, via de regra, se dá mediante prévia aprovação em concurso público de provas e títulos”, argumentou o promotor de Justiça Leonardo Moraes Gonçalves.

O promotor acrescentou que, além de ignorar as determinações, o Município reduziu o número de servidores efetivos e ampliou a contratação de terceirizados, agravando a irregularidade. “Conforme informado pelo Município de Lucas do Rio Verde, em dezembro de 2023 havia 187 profissionais terceirizados contratados por meio da Agap. Já em março de 2025, esse número aumentou para 229 profissionais terceirizados contratados pela mesma entidade”, narrou o promotor.

O Noroeste

Recent Posts

Trecho da Prainha será interditado na segunda-feira e deve ser liberado só no fim de semana

Um trecho da Avenida Tenente-Coronel Duarte, a Prainha, Centro de Cuiabá, será completamente interditado a…

1 hora ago

Mato Grosso tem a menor taxa de desemprego do país e rendimento acima da média

Mato Grosso fechou o ano de 2025 com a menor taxa na desemprego na série…

2 horas ago

Coxipó do Ouro celebra 305 anos da primeira missa do Centro-Oeste com ação de graças

A comunidade de Coxipó do Ouro, em Cuiabá, celebra no dia 21 de fevereiro de…

2 horas ago

TJ mantém prescrição e livra João Arcanjo de processo por dois homicídio I MT

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu manter a extinção…

4 horas ago

Assembleia Legislativa discute educação, agro, meio ambiente e políticas públicas

Audiências públicas, sessões ordinárias, fóruns e reuniões temáticas movimentam a semana entre os dias 23…

4 horas ago

Morador do Amazonas recebe indenização após fraude em registro de veículo em MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação do Estado e do Departamento…

4 horas ago