Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa, de 39 anos, costumava escolher mulheres que tinham filhas e em situação de fragilidade emocional como alvo. Oito pessoas, entre mulheres e crianças, já foram identificadas como vítimas do parlamentar.
A vulnerabilidade emocional de mulheres era uma das características que levava o médico e vereador de Canarana, Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa, de 39 anos, a torná-las vítimas de crimes sexuais, conforme investigação da Polícia Civil. O político está preso desde o último sábado (31), após a polícia encontrar indícios de estupro de vulnerável e de armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil na casa dele.
Até a última atualização desta reportagem, a polícia identificou oito vítimas, entre mulheres e menores de idade, abusadas por ele.
Segundo a polícia, o vereador também costumava escolher mulheres que tinham filhas como alvos. A reportagem tenta localizar a defesa do investigado.
O delegado responsável pela investigação, Flávio Leonardo, explicou que, para conquistar a confiança das vítimas, Thiago fazia um processo de aproximação, em alguns casos, durava até anos. Conforme a investigação, geralmente, as vítimas eram recém-divorciadas ou tinham transtornos mentais.
“Ele iniciava a relação a partir no momento que as vítimas tinham acabado de se separar ou estavam com depressão. Então ele estabelecia um vínculo ali, uma relação sendo super atencioso e carinhoso. Quando a mulher começava a se apaixonar, ele começava a introduzir aos poucos, a fantasia de sadomasoquismo”, explicou.
Depois de conquistar a confiança das vítimas, o médico começava a criar uma fantasia sobre ter uma filha imaginária com elas. Quando a mulher aceitava essa ideia, ele passava a demonstrar interesse na filha real, dando início aos abusos.
“Ele partia para o que a gente acredita que fosse o intuito inicial: começava a fantasiar com a filha imaginária, que ia ter com a mulher. Quando ela embarcava nessa outra fantasia, ele partia para a filha de verdade”, concluiu.
O parlamentar está afastado do cargo e um procedimento investigativo específico foi instaurado para continuar as investigações.
Entenda o caso

O vereador e médico foi alvo de uma operação da Polícia Civil que apura denúncias relacionadas a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e nos consultórios do médico.
No casa dele, foram encontradas imagens relacionadas a abuso sexual infantil, sendo parte do material produzido e compartilhado pelo próprio vereador.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que instaurou uma sindicância para apurar a conduta do médico e que apenas após a conclusão da apuração é que haverá, ou não, a abertura de um processo ético contra o profissional.
A Câmara Municipal informou que o vereador está afastado dos trabalhos legislativos e que aguarda o resultado da investigação para tomar qualquer decisão. A Casa de Leis também repudiou os crimes atribuídos ao parlamentar.
O que tinha na casa do médico
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Na segunda-feira (2), a Polícia Civil apreendeu itens na casa do médico e vereador. Em uma foto dos materiais apreendidos, é possível ver um conjunto de roupa infantil feminina e brinquedos sexuais (veja foto abaixo). Ele morava sozinho e não tem filhos.
Segundo a polícia, os materiais eram usados para fantasias sexuais do parlamentar.




