Família Costa atua no turismo pantaneiro há mais de 40 anos, mantendo viva a tradição entre gerações. — Foto: Reprodução
🐊🐆Conhecido pelas planícies alagadas e uma biodiversidade que impressiona, o Pantanal atrai visitantes do mundo todo. Mas, para além da beleza natural, o bioma tem se firmado como uma importante fonte de renda para quem vive na região, ajudando também a manter as tradições locais vivas e a preservar o meio ambiente.
💹Nos municípios de Cáceres, Curvelândia, Poconé e Barão de Melgaço, região pantaneira de Mato Grosso, o setor de turismo reúne 12.348 empresas ativas, segundo levantamento feito pelo Sebrae.
Dados enviados pela gestora estadual de Turismo no Sebrae Mato Grosso, Fabíola Lima, mostram que, entre 2015 e 2025, a região registrou uma média anual de abertura de mais de 600 novas empresas.
“A gente observa que, cada vez mais, as famílias estão se envolvendo com o turismo e mostrando às novas gerações que é possível permanecer na comunidade, gerar renda e evitar o êxodo rural”, disse.
Na região de Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, a família Costa mantém viva uma tradição que atravessa gerações. São mais de quatro décadas dedicadas ao turismo no Pantanal.
A história começou com o bisavô de Ivan Freitas da Costa, de 54 anos, antes mesmo da construção da Transpantaneira, hoje uma das principais estradas de acesso ao bioma. Atualmente, a pousada leva o nome de Jamil, que é pai de Ivan, de 76 anos, e conta com a participação de toda a família na administração e no atendimento aos visitantes.
Em entrevista, Ivan contou que mais de 90% da renda da família vem da pousada, o que torna o turismo fundamental para a manutenção do negócio.
“O turismo pra nós, sem sombra de dúvidas, é de extrema importância. É algo que mudou nossa vida. Por isso, a gente cuida de tudo pra que o turista realize o sonho dele aqui”, relatou Ivan.
A tradição empreendedora da família levou o filho mais velho, Luiz Felipe Amorim Costa, de 18 anos, a cursar administração para contribuir com a gestão no futuro. Enquanto isso, Jamil Rodrigues da Costa, patriarca da família, segue ativo no trabalho, mesmo aos 76 anos.
Ainda em entrevista, Jamil relembra que a relação da família com o turismo começou após uma das maiores enchentes já registradas no Pantanal, em 1974. Segundo ele, o evento pegou os pantaneiros de surpresa e marcou um ponto de virada na dinâmica da região, impactando fortemente a pecuária.
A partir dali, o movimento de pessoas interessadas em conhecer o bioma cresceu, e as terras da família começaram a ser usadas também para receber visitantes, dando início à atividade turística que hoje sustenta várias gerações.
O biólogo e guia de turismo, Marcos Ardevino, que trabalha no Pantanal há mais de 11 anos, explicou que o ecoturismo pode contribuir ativamente na preservação do meio ambiente. Segundo ele, a atividade vai além da contemplação da natureza e envolve práticas sustentáveis que ajudam a proteger o bioma e a conscientizar os visitantes.
“É com o turismo que conseguimos sensibilizar as pessoas que preservar e conservar o nosso meio ambiente é de extrema importância e essencial para nossa sobrevivência como espécie. Eu gostaria muito que mais pessoas pudessem conhecer todo esse ecossistema que é o Pantanal”, disse.
Confira abaixo alguns pontos destacados pelo biólogo:
As experiências oferecidas vão além do lazer: sensibilizam os visitantes sobre a importância do bioma, promovendo o respeito à natureza e incentivando a conservação.
A presença de turistas e profissionais ajuda a identificar ameaças ao ambiente, como incêndios ou espécies invasoras, de forma mais rápida.
Ao gerar renda, o turismo pode substituir práticas como queimadas, garimpo e desmatamento em determinadas comunidades.
Muitos empreendimentos da região têm adotado fontes alternativas de energia, como a solar, reduzindo o impacto ambiental da atividade turística.
As pousadas e operadoras locais buscam dar destino correto ao lixo produzido, contribuindo para a preservação da paisagem natural e dos cursos d’água.
Empresas de turismo têm se aliado a profissionais como biólogos, que acompanham as atividades para garantir informações precisas sobre fauna, flora e geologia, além de orientar práticas seguras e responsáveis.
O Pantanal abriga uma diversidade única, incluindo várias espécies ameaçadas, ao todo são:
Onça-pintada, jacaré, tuiuiú, ipês, jacarandás e entre outros integrantes representam o Pantanal. Além disso, ele atua como regulador natural de enchentes, porque absorve e armazena água durante períodos chuvosos.
O Pantanal também funciona como um reservatório de água doce com altitudes que alcançam 150 metros. Seus recursos hidrológicos são importantes para o abastecimento das cidades, onde vivem aproximadamente 3 milhões de pessoas, no Brasil, Bolívia e Paraguai.Nos anos 2000, a Unesco concedeu ao bioma o título de ‘Reserva da Biosfera’, além de tombá-lo como Patrimônio da Humanidade.
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