Pedro Messias Sousa Matos, de 35 anos, foi visto pela última vez acompanhado de um colega. Um indígena foi preso suspeito de envolvimento no caso, mas foi solto pela Justiça.
O técnico em gestão ambiental Pedro Messias Sousa Matos, de 35 anos, está desaparecido desde o dia 18 de maio, após sair da Aldeia São Domingos, em Luciara, a 1.180 km de Cuiabá, para assistir um jogo de futebol no município de Santa Terezinha.
Segundo a família, Pedro foi visto pela última vez acompanhado de um conhecido, o indígena Mahakari Karajá, de 19 anos. A princípio, os dois passariam a noite na Aldeia Itxalá, após o jogo.
Ele é o principal suspeito investigado no caso, de acordo com a Polícia Civil. O g1 tenta localizar a defesa de Mahakari.
Em entrevista ao g1, a irmã de Pedro, Rizza Luz Matos, relatou que o suspeito apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro do irmão. A família e moradores da comunidade seguem mobilizados em busca de respostas.
“Suspender as buscas não é justo, nós queremos o direito de enterrar nossos mortos. Pedro era extremamente ligado à amizade, jamais sairia com um desconhecido. Ele confiou nessas pessoas, e sua ingenuidade diante de tanta maldade o colocou em risco”, disse Rizza.
Segundo Rizza, essas foram as duas versões apresentadas pelo suspeito:
1° versão:
- Mahakari disse que os dois chegaram juntos a região rural de Porto Capitão João e que Pedro teria retornado sozinho para casa.
2° versão:
- O pneu da moto em que os dois estavam teria furado. Mahakari alega que deixou Pedro para trás com a moto, dois capacetes e as duas mochilas. Em seguida, saiu à pé em busca de ajuda. Ao retornar, Pedro havia desaparecido.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo apurado e que as comunidades indígenas estão colaborando com as investigações.
O delegado responsável pelo caso, Ivan Albuquerque Soares, disse que aguarda o resultado da perícia do celular do suspeito, que está sob responsabilidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em Cuiabá, e que irá solicitar uma nova busca do Corpo de Bombeiros na aldeia indígena.
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