Rhayane Sales da Costa foi sequestrada e levada a uma casa abandonada, onde foi mantida sob cárcere privado, torturada e assassinada — Foto: Polícia Civil
A jovem de 23 anos, Rhayane Sales da Costa, que teve a própria morte transmitida por videochamada para chefes de facção, estava desaparecida desde janeiro de 2024 e teve o corpo encontrado um ano após o início das buscas, segundo o delegado responsável pelo caso, Eric Martins.
O desaparecimento de Rhayane foi registrado pela própria mãe da jovem, em janeiro do ano passado, na época em que ela perdeu contato com a filha. O corpo da jovem foi corpo localizado em uma região de mata no Vale Verde, em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (16).
Nesta quarta-feira (18), nove pessoas foram presas em Primavera do Leste, Sorriso, Rondonópolis e Cuiabá, por suspeita de participação no crime, durante o cumprimento da Operação Vale das Sombras, deflagrada pela Polícia Civil. Outros dois mandados de prisão foram cumpridos dentro de presídios contra chefes de facção apontados como mandantes.
Martins informou que as investigações tiveram início no começo de 2024, logo após Rhayane ser dada como desaparecida. Segundo ele, a princípio, o caso era investigado como desaparecimento, mas passou a ser tratado como homicídio com ocultação de cadáver assim que a Polícia Civil confirmou que a jovem havia sido raptada por uma facção criminosa da cidade.
“Passamos muito tempo no mato, tentando encontrar o corpo. E encontramos o cadáver depois de um tempo. A motivação do crime foi porque supostamente ela seria de uma facção rival”, disse.
A investigação sobre a morte de Rhayane já foi concluída, segundo o delegado do caso. Agora, a polícia se concentra apenas nos procedimentos finais, como os interrogatórios dos suspeitos, a formalização do indiciamento e o envio do inquérito ao Poder Judiciário, o que deve ocorrer nos próximos dez dias.
Membros de facção são presos por morte de jovem encontrada em região de mata em MT
Os dois chefes da facção, apontados como mandantes do crime, já estavam presos e tiveram novos mandados de prisão preventiva cumpridos. Já outros nove faccionados, incluindo uma mulher grávida, foram identificados como executores ou facilitadores do assassinato.
Eles responderão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado com grave sofrimento físico, ocultação de cadáver, corrupção de menores e por integrar organização criminosa.
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