O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que, mesmo quase dois meses do fim do decreto de calamidade financeira, que restringia a economia do município, a cidade percorre por situações críticas nos cofres públicos. Para manter o ajuste fiscal, e não passar dificuldades, o Palácio Alencastro precisará cortar cerca de R$ 90 milhões em despesas.
Em entrevista à imprensa na última sexta-feira (15), o liberal explicou que neste segundo semestre ocorrerão cortes de pessoal e fornecedores. Mas, embora o cenário não seja o mais animador, o salário dos servidores está dentro do planejamento, sem eventuais atrasos.
“Hoje, nós estamos muito apertados financeiramente, acabou o decreto de calamidade, mas não acabaram os conflitos da economia do município. A gente está bem no limite, algumas secretarias estão bem apertadas, teremos decisões difíceis para tomar neste segundo semestre. Por exemplo, teremos que ter muitos cortes de despesas, no modo geral. Outra medida é a cobrança de lixo de grandes geradores, na prática a população pagava pelos grandes. Mas, não vamos criar taxas”, disse o prefeito.
Sem estimativa de quantas pessoas poderiam ser atingidas com a medida e nem com o início das operações, o prefeito adiantou que a expectativa é que os cortes ocorram ainda nos primeiros meses deste segundo semestre, até que atinja o valor do reajuste para reequilibrar as finanças.
“Eu pedi um levantamento, mas eu preciso no próximo semestre, reduzir no município, um valor em torno de R$ 90 milhões. Atrasos de salários não devem acontecer, porque são empenhados no início do ano e tem recursos. Mas, precisaremos cortar despesas com fornecedores”, emendou.
Período de crise
Assinado em 3 de janeiro, o decreto de calamidade financeira foi motivado pelo crescimento da dívida do município nos últimos 8 anos. Em vigor de janeiro a junho, o decreto cortou gastos com despesas e reformulou contratos em vigência.
Em abril, durante uma coletiva sobre os primeiros 100 dias de mandato, Abilio anunciou junto a secretária de Assuntos Estratégicos e Comissão de Renegociação e Revisão de Contratos, a economia de R$ 138 milhões em contratos públicos, resultado da revisão, renegociação e cancelou centenas de contratos firmados em gestões anteriores.
A equipe inicialmente recebeu 700 contratos, mas após convocar todas as pastas, o total chegou a 1.030. Destes, 880 estavam vigentes e foram criteriosamente avaliados. Dos contratos analisados, 386 passaram por algum tipo de intervenção.
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