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Pivetta diz que base do Governo barrou CPI; ‘governo não é omisso diante da violência’ I MT

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que, de fato, o governo articulou para que a base governista de dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) barrasse a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigaria os casos de feminicídio no estado, de autoria da deputada estadual Edna Sampaio (PT). A justificativa do vice-governador, é que segundo ele, CPI atrapalha o desenvolvimento do estado.

Em entrevista à imprensa, Pivetta disse que o governo não é omisso diante da violência de gênero, citando a prisão de todos os feminicidas e elucidação dos casos. E pontua que CPI são obstáculos para qualquer administração pública.

“O governo é intransigente com a violência, especialmente com violência doméstica. Não existe um caso em que os autores não estão presos, nós precisamos governar Mato Grosso com relativa tranquilidade. Nossa intenção é boa, publicamente notória. Temos uma base na Assembleia que ajuda o governo a governar. Toda CPI atrapalha trabalhos, para nós que temos intenções de produzir mais resultados, queremos o mínimo de paz para trabalhar”, disse o governador.

Pivetta garantiu que o governo tem investido em diversas frentes para combater crimes, mas reconhece que os números de feminicidios no estado são assustadores e suplicam por uma solução rápida.

“O governo despende energia, nossas forças de segurança cada vez mais treinadas para isso, recursos na maioria dos municípios com delegacias especiais ou núcleo de atendimento às mulheres vítimas de violência. Então, não há de nossa parte complacência e não estamos felizes com esses resultados. Nós queremos melhorar e estamos nos esforçando para isso”, explica.

A CPI foi protocolada na casa ainda em 20 de agosto, há cerca de uma semana, pela deputada petista. De início, o requerimento foi bem recebido pelos demais pares, alcançando 13 assinaturas. Já na segunda-feira (25), ao descobrir que a CPI seria instaurada, o governo ordenou que boa parte de seus membros retirassem as assinaturas, derrubando a comissão.

Levada ao plenário, o pedido acabou sendo rejeitado por conter apenas 7 assinaturas, faltando a adesão de apenas mais um parlamentar, naufragando a investigação.

Edna Sampaio, Janaina Riva (MDB) e Sheila Klener (PSDB), as três deputadas da Casa e que constituiriam a comissão, afirmaram que não irão desistir do projeto.

O Noroeste

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