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Botelho diz que manterá “civilidade” com Dilmar Dal Bosco e nega saída da base I MT

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que a decisão de deixar um dos blocos governistas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso não deve comprometer sua relação institucional com o Palácio Paiaguás nem com o líder do governo na Casa, deputado Dilmar Dal Bosco (União). Apesar do desconforto com o episódio, Botelho disse que pretende manter um relacionamento respeitoso com o colega.

Segundo o parlamentar, a convivência dentro do Legislativo precisa seguir baseada no diálogo, mesmo diante de divergências políticas. “Vou conversar normalmente com ele aqui, a civilidade tem que continuar. Aqui dentro dessa casa, ainda que haja diferença, temos que manter a civilidade democrática”, declarou.

Botelho, no entanto, não escondeu a insatisfação com a condução do caso e afirmou ter se sentido traído. De acordo com ele, tentou contato com Dilmar para entender o que havia ocorrido, mas não recebeu retorno. “Agora, me senti traído. Tentei ligar para ele para saber o que aconteceu e ele simplesmente sumiu, não atendia nem respondia mais minhas mensagens. Não gostei da forma como foi feito, me senti muito chateado com isso”, disse.

A divergência entre os parlamentares começou após Botelho não ter sido indicado inicialmente para integrar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Assembleia. Posteriormente, ele acabou confirmado como membro titular da comissão na quarta-feira (11).

Após o episódio, Botelho deixou o maior bloco governista da Casa, liderado por Dilmar, e passou a integrar o grupo parlamentar comandado pela deputada Janaina Riva (MDB), que reúne parlamentares de oposição ao governo estadual. Foi a parlamentar quem indicou o deputado para ocupar vaga na CCJ.

Mesmo diante do impasse, Botelho afirmou ter procurado o governador Mauro Mendes (União) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), para verificar se houve interferência do Executivo na decisão de excluí-lo da comissão. Segundo ele, ambos negaram qualquer participação.

Para o deputado, a situação ocorreu por decisão exclusiva de Dilmar.

Botelho também criticou a forma como foram definidas as presidências das comissões permanentes da Assembleia neste ano. Na avaliação dele, o procedimento adotado contraria o regimento interno da Casa.

“O regimento é claro: a comissão é instalada e é feita uma eleição secreta para escolher o presidente. Sempre foi assim na Assembleia. Agora não mudou e ele, como líder, indicou todos os presidentes. Isso não existe”, afirmou.

Apesar do episódio, o parlamentar descartou a possibilidade de rompimento com a base do governo ou de uma crise maior dentro do União Brasil, classificando o impasse como um problema pontual dentro da articulação política da Casa.

O Noroeste

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