A Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder, localizada no Rio Teles Pires, a 648 km de Cuiabá, está sob alerta técnico e ambiental após a identificação de falhas críticas em seu sistema de drenagem. O problema levou a Eletrobras a iniciar, em agosto, o rebaixamento do nível do reservatório, no entanto, a decisão provocou impactos ambientais, principalmente na fauna aquática, segundo relatório do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).
Em nota, a Eletrobrás informou que adquiriu a usina em 30 de maio deste ano e, desde então, adotou todas as providências necessárias para que a usina volte à condição normal. Segundo a empresa, equipes de diversas áreas estão mobilizadas para garantir que o impacto da operação seja o menor possível.
Conforme relatório do MP, foram recolhidos mais de 22 mil peixes vivos e 1.541 mortos após o processo de rebaixamento do reservatório. Espécies como carás, tuviras, mussuns e lambaris foram encontradas em avançado estado de decomposição, em poças isoladas com alta temperatura e baixa concentração de oxigênio.
A vistoria foi realizada entre os dias 22 e 27 de agosto de 2025. De acordo com os fiscais, dos 70 drenos avaliados, 14 não têm piezômetros, outros 55 estão sem peneiras para controle de turbidez; 18 apresentaram carreamento de sedimentos, cinco romperam e três foram tamponados.
Já a análise da qualidade da água revelou que os e oxigênio dissolvido abaixo de 4 mg/L em diversos pontos do reservatório, com registros críticos inferiores a 2 mg/L, configurou estresse ecológico.
Segundo o MPMT, a UHE Colíder e outras usinas da bacia do Teles Pires estão associadas a recorrentes episódios de mortandade de peixes desde 2014. Entre os registros, estão:
O total estimado de biomassa perdida ultrapassa 89 mil quilos, sendo a maior parte atribuída à operação da UHE Colíder. A usina, que opera desde 2019 com potência instalada de 300 MW, integra o Complexo Teles Pires, junto a outras três hidrelétricas.
Além dos danos ambientais, o relatório aponta prejuízos a empreendimentos turísticos e pesqueiros da região, com cancelamentos de reservas e perda de acesso à lâmina d’água. Moradores também relataram aumento do nível do rio após o rebaixamento do reservatório.
Outro ponto crítico é a situação da Zona de Autossalvamento (ZAS), área que deve ser evacuada em caso de emergência. Das 181 edificações identificadas, 131 estavam ausentes nas visitas de campo. O sistema de alerta, baseado apenas em sirenes móveis.
Diante da gravidade dos problemas, o MPMT recomendou a elaboração de um estudo técnico para avaliar alternativas como a desativação ou descaracterização da UHE Colíder, conforme previsto na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010).
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