Categories: FeaturedMT MAIS

Veja crimes que ex-comandante da FAB em MT cometeu ao usar militares I MT

Cota de café descontada dos militares, manutenção em calhas, corte de grama em casa e reforma de barco. Essas são alguns das tarefas realizadas na residência pessoal de um ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) que usou os militares subordinados para serviços particulares. Ele foi condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa. Cabe recurso à decisão.

O caso ocorreu no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, entre 2018 e 2019, quando ele comandou a unidade no estado.

Ao g1, a FAB informou que, como o ex-comandante está aposentado, não está mais vinculado à instituição. A FAB ainda disse que reforça o compromisso “com a ética e a responsabilidade no uso dos recursos públicos, e destaca que eventuais desvios individuais não representam a conduta nem os valores da Força Aérea Brasileira”.

A investigação do Ministério Público Federal (MPF) apontou que o ex-comandante usou os militares sob seu comando para realizar serviços em sua própria casa.

O MPF listou os principais atos cometidos por ele usando os militares:

  • Corte de grama na própria casa;
  • Manutenção de calha;
  • Desvio de materiais e equipamentos da FAB;
  • Desconto para uma cota de café;
  • Lavagem de carro e moto particulares;
  • Uso de bens institucionais para benefício próprio: galões de água, produtos de limpeza, eletrodomésticos e de viaturas militares para o transporte pessoal à casa de sua namorada e outras localidades.

Segundo o MPF, o ex-comandante trazia café da sede do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), em Brasília, e cobrava uma cota de cada militar da unidade de Barra do Garças para consumir o produto.

Os atos resultaram em dano ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, de acordo com o MPF.

O processo ouviu diversas testemunhas que confirmaram essas ações. A sentença considerou que todos esses atos configuraram dano ao erário público.

A decisão determinou as seguintes sanções:

  • Ressarcimento ao erário no valor de R$ 15,5 mil, corrigido e acrescido de juros;
  • Perda dos bens acrescidos ilicitamente ao patrimônio, avaliados em R$ 2 mil;
  • Multa civil equivalente ao total do dano e do enriquecimento ilícito, no valor de R$ 17,5 mil;
  • Proibição de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais e creditícios por seis anos.
O Noroeste

Recent Posts

CPI é aberta para investigar suspeita de rombo de R$ 80 milhões em livros didáticos em Cuiabá

Comissão da Câmara Municipal terá 120 dias para apurar possíveis fraudes e superfaturamento em compras…

3 horas ago

Dois são presos por furto de 4,5 mil litros de óleo diesel de terminal ferroviário

Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional recuperaram, na noite desta quarta-feira (21),…

3 horas ago

Contrato de R$ 28,9 milhões para nova ponte entre Cuiabá e Várzea Grande é firmado

Prazo de execução definido para o projeto é de 480 dias consecutivos, contados a partir…

3 horas ago

Novo edital de R$ 72,5 milhões para construção de túnel no Portão do Inferno é publicado em MT

Contratação integrada prevê elaboração de projetos e execução de 513 metros de extensão total na…

3 horas ago

Criança sequestrada na rua de casa é encontrada amarrada às margens de estrada em MT

Menino de 11 anos foi levado por um homem em um carro branco, ameaçado de…

3 horas ago

Duplicação da rodovia BR-163 entre Várzea Grande e Jangada já está com 25 km concluídos

As obras de duplicação da BR-163 entre Várzea Grande e Jangada estão avançando em ritmo…

3 horas ago