O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, anunciou nesta segunda-feira (29/12) um plano de reestruturação para enfrentar a crise financeira vivida pela estatal. A principal medida envolve a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander, com o objetivo de garantir a liquidez da empresa até março de 2026.
Além desse valor, a direção dos Correios também prevê captar outros R$ 8 bilhões junto ao Tesouro Nacional. No entanto, a forma como esse recurso será obtido ainda não foi definida.
Prejuízo poderia chegar a R$ 23 bilhões
Segundo Rondon, sem a adoção dessas medidas, o prejuízo da estatal poderia chegar a R$ 23 bilhões no próximo ano. Para reduzir custos, a empresa vai reabrir, em janeiro, o Programa de Demissão Voluntária (PDV). A expectativa é que até 15 mil funcionários deixem a companhia ao longo dos próximos dois anos.
A economia prevista com o PDV, somada à revisão do plano de saúde e do sistema de previdência dos funcionários, é de aproximadamente R$ 2,1 bilhões por ano.
Fechamento de mil agências
O plano de reestruturação também inclui o fechamento de cerca de mil agências consideradas deficitárias, dentro de um total de mais de 6 mil unidades espalhadas pelo país, além da venda de imóveis, que pode render cerca de R$ 1,5 bilhão.
Apesar das mudanças, o presidente dos Correios afirmou que não há previsão de privatização da empresa, embora não tenha descartado possíveis alterações no modelo societário no futuro.
*Sob supervisão de Daniel Costa




