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Avanço do setor químico coloca MT na liderança do crescimento industrial no país

Mato Grosso registrou o maior crescimento da produção industrial do país em novembro de 2025, com alta de 7,2% quando comparado com o mês de outubro, segundo um levantamento realizado pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quarta-feira (14).

Apesar do avanço em oito dos 15 locais pesquisados, o resultado nacional da indústria ficou estável, com variação de 0,0% frente ao mês anterior. Além de Mato Grosso, também apresentaram crescimento:

  • Espírito Santo (4,4%)
  • Paraná (1,1%)
  • Pernambuco (0,9%)
  • Minas Gerais (0,9%)
  • Bahia (0,9%)
  • Rio Grande do Sul (0,6%)
  • Região Nordeste (0,1%)

 

De acordo com o IBGE, o desempenho de Mato Grosso foi impulsionado principalmente pelo setor de produtos químicos. Esse foi o quarto mês seguido de crescimento da indústria no estado, que acumulou avanço de 16,9% no período. Já o Espírito Santo se recuperou da queda registrada em outubro e teve influência positiva dos setores de metalurgia e indústrias extrativas.

Por outro lado, Goiás apresentou o recuo mais intenso do mês, com queda de 6,4%, interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento. Também registraram retração:

  • Amazonas (-2,8%)
  • Ceará (-2,6%)
  • Rio de Janeiro (-1,9%)
  • Santa Catarina (-0,8%)
  • Pará (-0,5%)

São Paulo, que concentra cerca de um terço da produção industrial do país, teve queda de 0,6% em novembro. Segundo o IBGE, esse foi o terceiro recuo consecutivo da indústria paulista, que acumula perda de 2,9% no período e segue abaixo dos níveis registrados antes da pandemia e do pico histórico de produção.

Queda na produção nacional

Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial caiu 1,2% em novembro de 2025. Nove dos 18 locais pesquisados apresentaram resultados negativos, mesmo com o mesmo número de dias úteis nos dois períodos.

Os maiores recuos foram registrados em Mato Grosso do Sul (-13,9%) e no Pará (-11,6%), influenciados principalmente por atividades ligadas a derivados do petróleo, biocombustíveis e indústrias extrativas. Também tiveram queda Ceará, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão, Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraná e Santa Catarina.

Em sentido contrário, o Espírito Santo se destacou com crescimento de 36,8% na comparação anual, o melhor resultado entre os estados. Segundo o IBGE, o avanço foi puxado principalmente pela indústria extrativa e também reflete uma base de comparação mais baixa, já que o estado havia registrado forte queda no mesmo mês do ano anterior.

O Noroeste

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