O setor pecuário brasileiro recebeu com cauteloso otimismo a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A expectativa é de que o tratado permita um aumento entre 5% e 7% nas exportações de carne bovina para o mercado europeu.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o Brasil ficará com cerca de 41,6 mil toneladas, o equivalente a 42%, da cota total de 99 mil toneladas livres de tarifa, que será dividida entre os países do Mercosul.
Apesar disso, o impacto prático deve demorar a acontecer, já que o acordo ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos e as cotas serão liberadas de forma gradual. A projeção é de que os efeitos sejam sentidos apenas a partir de 2027.
Para 2026, a Abiec avalia que o volume total exportado deve se manter estável, entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas, próximo do recorde de 3,5 milhões registrado no ano passado.
O principal ponto de atenção do setor segue sendo a China, maior compradora da carne brasileira. O país asiático adotou medidas para proteger sua produção interna, o que dificulta a entrada de produtos estrangeiros. Em 2025, a China respondeu por quase metade das importações de carne bovina do Brasil.
*Sob supervisão de Daniel Costa




