Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE
Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores de condições análogas à escravidão no ano passado, segundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), divulgados nesta quarta-feira (28), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
O levantamento também apontou que 716 pessoas tiveram o vínculo de trabalho formalizado após fiscalizações que identificaram irregularidades nos registros.
De acordo com o órgão, foram realizadas 34 operações, que alcançaram 848 trabalhadores em ações de fiscalização relacionadas à jornada de trabalho e ao pagamento de salários.
As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual. Os resgates ocorreram nos seguintes municípios:
O caso que mais chamou atenção durante o ano de 2025 ocorreu em um canteiro de obras, em Porto Alegre do Norte, no mês de agosto, quando 586 trabalhadores foram resgatados após um incêndio em um alojamento revelar condições degradantes e jornadas exaustivas.
Na época, auditores-fiscais encontraram trabalhadores recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país em situação degradante, em um canteiro de obras na zona rural do município
As condições nos alojamentos comprometiam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, impedindo o descanso adequado diante do calor intenso da região. O incêndio expôs um cenário alarmante de precariedade e violações de direitos trabalhistas.
O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de forma gratuita, a partir de qualquer telefone fixo ou móvel.
Qualquer pessoa pode registrar denúncia sobre violações de direitos humanos das quais seja vítima ou tenha conhecimento.
A partir disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebe, analisa e encaminha as denúncias aos órgãos de proteção e responsabilização.
O governo também mantém um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível na internet. O denunciante não precisa se identificar e deve inserir o maior número possível de informações.
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