Manoel Batista da Silva, de 52 anos, atua como investigador da Polícia Civil desde 2001. Ele foi preso preventivamente, passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça.
Uma denúncia feita há cerca de 50 dias por uma mulher que estava detida em uma delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, deu início à investigação que resultou na identificação e prisão do investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, suspeito de estuprá-la dentro da unidade de segurança. (video abaixo)
O servidor foi preso preventivamente neste domingo (1º), passou por audiência de custódia na mesma data e teve a prisão mantida pela Justiça. A reportagem tenta localizar a defesa de Manoel.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime.
Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.
Com base nos indícios apurados, a polícia representou pelo pedido de prisão preventiva, que foi cumprido na casa do investigado, no Bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram recolhidos pertences funcionais do servidor, como arma de fogo e munições.
“A Polícia Civil não é conivente com esse tipo de situação. Não é por se tratar de um policial, que iremos fingir que nada aconteceu. É algo muito triste e que mancha a imagem da nossa polícia”, disse a delegada.
Ainda conforme a delegada, outras presas foram ouvidas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve outras denúncias contra o policial. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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