O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, está preparando a implantação de uma coleta diferenciada de lixo no Centro da capital, diante da polêmica envolvendo o armazenamento e o descarte inadequado de resíduos por empresários da região.
A informação foi confirmada pelo secretário de Governo, Ananias Filho, que afirmou que a nova medida deve ser apresentada nos próximos dias. No fim do ano passado, o prefeito chegou a cobrar publicamente os lojistas sobre a forma como o lixo estava sendo deixado em frente aos estabelecimentos. Em resposta, empresários alegaram regras confusas e falhas no serviço de coleta.
Segundo Ananias, o tema não pode ser tratado de forma generalizada, já que se trata de um assunto relevante que impacta toda a cidade e todos os cidadãos.
“Nós não podemos aceitar que ninguém possa jogar lixo, descartar lixo de uma forma inadequada. Isso não é o Abilio que tem que fazer, não. É todo cidadão cuiabano”, propôs.
Prevenção
O secretário de Governo também destacou ações preventivas adotadas pela atual gestão, especialmente no período chuvoso. De acordo com ele, mesmo com as chuvas registradas no fim do ano passado e início deste ano, não houve alagamentos recorrentes em pontos críticos da cidade.
“As empresas que estão sendo paga na época da seca e agora no tempo da chuva desentopem as vias pluviais e estão fazendo o mapeamento de todas as ruas de Cuiabá”, explicou Ananias.
Como exemplo, ele citou o bairro Despraiado, nas proximidades do Parque Mãe Bonifácia, que historicamente enfrentava alagamentos durante o período chuvoso, especialmente sob o viaduto da Avenida Miguel Sutil. O problema, segundo ele, estava relacionado ao entupimento das bocas de lobo e à formação de poças d’água.
A solução teria sido a adoção de ações preventivas, com limpeza das bocas de lobo após mapeamento e diagnóstico realizados pela prefeitura em conjunto com as empresas responsáveis.
“O prefeito Abilio não determinou desentupir boca de lobo, agora só na época da chuva, ele está desentupindo o ano todo. Por isso que deu esse resultado. E é uma coisa que o povo não observa, poucos conseguem observar”, argumentou o secretário.