O contador Marcelo Rodrigues de Arruda, alvo da Operação CNPJ na Cela, apontado como arquiteto do esquema de empresas fantasmas com foco em fraudes fiscais, é conhecido pela atuação na sonegação de tributos, sendo também integrante do núcleo criminoso alvo da Operação Hortifraude.
Deflagrada em setembro de 2025, a operação Hortifraude teve como objetivo a desarticulação de um complexo esquema de sonegação fiscal que atuava no âmbito de hortifrutigranjeiros. De acordo com as informações levantadas nas investigações, o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassa R$ 45 milhões.
As duas operações, deflagradas pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), tiveram como alvo o contador, que devido à gravidade dos fatos e à reincidência na utilização da profissão para blindar o crime, teve seu exercício profissional suspenso judicialmente.
Fraudes fiscais
As investigações conduzidas pela Polícia Civil, em inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), apontam que o profissional não apenas prestava serviços burocráticos, mas utilizava seu registro profissional (CRC) para industrializar a abertura de empresas de papel, validando fraudes que, no esquema investigado na Operação Hortifraude, resultaram em um rombo estimado em R$ 45 milhões aos cofres públicos.
Já nas investigações realizadas no inquérito policial que deu ensejo à deflagração da operação CNPJ na Cela, ele teria usado a função para dar aparência de legalidade a negócios inexistentes, operando cadastros, validando informações falsas e mantendo empresas de fachada que emitiam notas fiscais sem lastro. As investigações iniciais identificaram mais de R$ 190 mil em prejuízo ao erário, porém com o avanço das apurações é possível que os valores cheguem a cifras milionárias
“Tal conduta replica fielmente o modo de ação já identificado na operação Hortifraude, demonstrando que o contador se especializou na engenharia da sonegação fiscal”, explica o delegado responsável pelas investigações João Paulo Firpo Fontes.
Para o delegado, a operação transmite um recado firme, não será tolerado que profissionais usem suas habilitações para servir ao crime. “Ao colocar o escritório a serviço de facções e sonegadores, assumem condição de coautores e responderão com o mesmo rigor da lei”, disse.
O delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, destacou que com as investigações foi possível desarticular o núcleo técnico do grupo criminoso. “Sem a expertise do contador para burlar os sistemas de controle e maquiar operações, o esquema não teria atingido tal dimensão, sendo sua atuação dolosa e indispensável à sustentação da fraude”, explicou.
Com a suspensão cautelar do registro profissional e o desmantelamento do núcleo técnico, a força-tarefa entende ter contido a sangria causada pela emissão de notas frias. O inquérito está na etapa final de apuração do prejuízo total e rastreamento do patrimônio oculto, a fim de assegurar a devolução integral dos valores desviados à sociedade.
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