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Exportações aquecidas impulsionam preços do boi gordo e do bezerro em Mato Grosso

O ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina no início de 2026 começa a produzir efeitos diretos no mercado interno, com valorização do boi gordo e do bezerro em Mato Grosso. A leitura consta no boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), publicado em 26 de janeiro, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O movimento revela um contexto mais amplo de demanda externa firme e competitividade do produto brasileiro, fatores que sustentam o volume e a receita dos embarques e, ao mesmo tempo, ajustam a oferta disponível às indústrias no mercado doméstico, pressionando os preços da pecuária no estado.

Embarques crescem em volume e receita

Segundo a Secex, até a terceira semana de janeiro de 2026, considerando 11 dias úteis, as exportações de carne bovina in natura somaram 126,26 mil toneladas. A média diária foi de 11,48 mil toneladas, avanço de 40,03% em relação a janeiro de 2025.

Em receita, o faturamento alcançou US$ 699,95 milhões no período, com média diária de US$ 63,63 milhões, alta de 54,38% na comparação anual. O desempenho foi reforçado pela valorização do preço médio da tonelada exportada, que atingiu US$ 5.544,01, incremento de 10,25% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.

Demanda externa sustenta mercado

De acordo com o IMEA, os números parciais indicam uma demanda internacional consistente pela carne bovina brasileira, aliada à competitividade do produto nacional. Esse conjunto tem acelerado o ritmo dos embarques no início do ano e dado sustentação tanto ao volume exportado quanto à receita do setor.

Reflexos nos preços internos

No mercado interno, os efeitos já são perceptíveis. O boletim aponta que a arroba do boi gordo a prazo registrou aumento semanal de 1,04%, sendo cotada, em média, a R$ 297,19. Segundo o instituto, a valorização decorre da menor oferta de animais disponíveis para as indústrias.

O bezerro de 7 arrobas em Mato Grosso também apresentou alta. Na semana analisada, a cotação média foi de R$ 14,15 por quilo, avanço de 2,53% em relação à semana anterior, movimento igualmente associado à restrição de oferta da categoria.

Diferencial de base recua

Outro indicador acompanhado pelo IMEA, o Diferencial de Base MT–SP, apresentou recuo na última semana. O índice encurtou 0,13 ponto percentual, ficando em média em -9,69%, reflexo da valorização mais intensa observada na praça mato-grossense em comparação com São Paulo.

O boletim reforça que a combinação de demanda externa aquecida e oferta mais ajustada no mercado interno tem contribuído para sustentar os preços do complexo pecuário em Mato Grosso, tendo Cuiabá como principal centro de referência administrativa e de divulgação dos dados do setor.

O Noroeste

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