O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) reagiu com duras críticas à tentativa da Defensoria Pública de Mato Grosso de afastar a qualificadora de feminicídio da condenação de Rodrigo Xavier, um dos responsáveis pelo assassinato de sua filha, Raquel Cattani. Para o parlamentar, o pedido não tem fundamento e desconsidera a gravidade do crime.
Rodrigo Xavier e o irmão, Romero Xavier, foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas superiores a 30 anos de prisão, em regime fechado. Conforme a decisão, Romero, ex-marido de Raquel, planejou o homicídio por não aceitar o fim do relacionamento e pagou R$ 4 mil para que o irmão executasse o crime.
Raquel Cattani foi morta em 18 de julho de 2024, em uma propriedade rural no Assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum (a cerca de 264 km de Cuiabá). Ela foi atacada com mais de 30 golpes de faca.
Durante o julgamento, a Defensoria sustentou que Rodrigo não mantinha relação íntima com a vítima e, por isso, não poderia responder por feminicídio. A tese foi rejeitada pelo Tribunal do Júri.
Cattani afirmou que o argumento apresentado ignora o vínculo familiar entre autor e vítima. Segundo ele, Rodrigo era cunhado de Raquel e tio dos filhos dela, além de ter participado de um crime cometido no contexto de violência doméstica e familiar. Para o deputado, tratar o caso como algo fora desse contexto é desconsiderar a realidade dos fatos.
Apesar da negativa do júri, a defesa anunciou que irá recorrer da decisão. O pedido ainda será analisado pela Justiça de Mato Grosso.
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