O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que a definição do candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026 não deve ficar restrita a quadros internos do União Brasil e defendeu a valorização da democracia e do diálogo entre partidos aliados.
Presidente estadual da legenda, Mendes disse que é um equívoco acreditar que apenas um partido concentre nomes preparados para assumir a administração estadual. Segundo ele, o processo deve respeitar outras siglas e ocorrer de forma democrática, sem decisões antecipadas.
A declaração ocorre em meio às discussões internas sobre a possibilidade de o União Brasil lançar candidatura própria à sucessão do Palácio Paiaguás. Apesar do debate, o governador mantém apoio público ao vice-governador Otaviano Pivetta, que se coloca como pré-candidato ao cargo pelo Republicanos.
Ao justificar a posição, Mendes ressaltou a trajetória política compartilhada com Pivetta, lembrando que ambos disputam eleições desde 2010 e governam juntos desde 2019. Para o governador, a estabilidade administrativa tem sido uma das marcas da atual gestão, citando a manutenção de secretários e lideranças estratégicas ao longo dos últimos anos.
Ele afirmou que esse ambiente de continuidade contribuiu para os resultados do governo e elogiou o papel desempenhado pelo vice-governador na condução do Estado ao seu lado.
Apesar de expor sua preferência, Mendes destacou que não cabe a ele decidir sozinho os rumos do partido. Segundo o governador, as definições oficiais sobre candidaturas seguem o regimento partidário e só ocorrem durante as convenções.
Questionado sobre o senador Jayme Campos, também filiado ao União Brasil e que se apresenta como possível pré-candidato, Mendes reconheceu o peso político do parlamentar e afirmou que ele tem condições de construir uma candidatura.
De acordo com o governador, a decisão final sobre o nome que representará o partido ou a federação será tomada mais adiante, conforme as regras internas e o processo político previsto.




