Segundo a polícia, a loja vendia celulares para integrantes de uma facção criminosa. Parte dos dispositivos era levada para dentro dos presídios com o uso de drones.
A Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão e prendeu duas pessoas em flagrante na manhã desta quinta-feira (12), durante a Operação Sinal Cortado, que investiga o uso de uma loja de celulares como fachada para uma facção criminosa responsável por enviar aparelhos para dentro de presídios e atuar no comércio ilegal de armas, em Cuiabá.
Segundo a polícia, a loja vendia celulares a integrantes da facção, que depois faziam a entrega dos aparelhos a detentos do grupo criminoso. Parte dos dispositivos era levada para as unidades prisionais com o auxílio de drones.
A investigação aponta ainda que havia integrantes responsáveis por intermediar as vendas e outros encarregados de repassar os celulares diretamente aos presos. Durante as buscas, foram apreendidos uma arma de fogo, munições, dinheiro em espécie, celulares sem comprovação de origem, dezenas de comprimidos de drogas sintéticas e quatro veículos.
De acordo com a Polícia Civil, a operação tem como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo criminoso, por meio da apreensão de bens e valores, além de reforçar as provas já reunidas no inquérito.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias da Capital e cumpridas por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que conduz as investigações. A ação também contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Canil do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.




