A cesta básica cuiabana voltou a apresentar variação positiva após duas semanas consecutivas de queda. A elevação de 1,57% na segunda semana de fevereiro fez com que a lista de produtos atingisse o custo médio de R$ 798,33. O valor registrado atualmente, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), ficou 0,05% acima do verificado no mesmo período do ano passado.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a manutenção do preço da cesta básica próximo ao valor registrado no mesmo período de 2025. “A proximidade do valor atual da cesta com a faixa de R$ 800 reforça que o orçamento das famílias continua pressionado, especialmente no início do ano, período marcado por despesas fixas mais elevadas.”
Conforme o Boletim Semanal da Cesta Básica, apesar da estabilidade ou até da queda no preço de alguns produtos, outros itens possuem maior peso na composição e apresentaram forte variação semanal, o que foi suficiente para provocar aumento no custo médio total do conjunto.
É o caso da batata, que, pela segunda semana consecutiva, apresentou aumento de 9,41%, alcançando a média de R$ 4,52/kg. Esse acréscimo pode ser consequência direta do clima chuvoso, que tem afetado algumas regiões produtoras. A necessidade de recorrer a outras lavouras, que oferecem tubérculos de melhor qualidade, contribuiu para a elevação dos preços.
O tomate também tem sido impactado pelas chuvas, o que explica o aumento de 6,34% observado na semana, levando o produto a atingir o preço médio de R$ 7,60/kg. O período chuvoso vem provocando atrasos no ritmo de colheita, além de danos aos frutos, como manchas e machucados, reduzindo a quantidade ofertada e pressionando os preços.
Outro item em alta foi a carne bovina, com preço médio de R$ 44,17/kg, representando aumento de 2,05% em relação à semana anterior. A menor disponibilidade de bovinos para abate, somada ao avanço das exportações, pode ter colaborado para a alta registrada.
Com a variação positiva dos produtos de maior peso na cesta, Wenceslau Júnior esclareceu que “o avanço nos preços reflete como choques de oferta, tanto climáticos quanto estruturais, resultam em pressão adicional sobre o custo da cesta básica”.




