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Estado pode “quebrar de novo” em 02 anos com gestor inexperiente, diz governador sobre sucessão I MT

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O governador Mauro Mendes afirmou que o futuro de Mato Grosso está diretamente ligado ao perfil de quem comandar o Palácio Paiaguás nos próximos anos. Ao comentar a possibilidade de deixar o cargo em abril para disputar uma das vagas ao Senado, ele fez um alerta sobre os riscos de retrocesso administrativo caso o Estado volte a ser conduzido por gestores sem preparo.

Durante entrevista concedida à rádio Band Juína, Mendes afirmou que a continuidade do atual modelo de gestão depende de responsabilidade e experiência. Segundo ele, uma condução inadequada pode levar o Estado a uma nova crise em pouco tempo, comprometendo os avanços obtidos desde 2019.

O governador voltou a declarar apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, apontado como sucessor natural caso a desincompatibilização se confirme. Mendes destacou que Pivetta conhece a estrutura administrativa e teria condições de manter o ritmo de investimentos adotado nos últimos anos.

Ao fazer um balanço da gestão, Mauro Mendes ressaltou principalmente as obras de infraestrutura. De acordo com ele, o Estado deve ultrapassar a marca de sete mil quilômetros de pavimentação executados ao longo de dois mandatos. Como exemplo, citou a antiga BR-174, rota historicamente marcada por dificuldades de deslocamento na região noroeste, onde viagens que antes duravam dias hoje podem ser feitas em poucas horas.

Além das estradas, o governador mencionou investimentos em áreas consideradas estratégicas, como saúde e educação. Entre os projetos em andamento, citou o Hospital Regional de Juína e a construção de escolas no modelo de colégios estaduais integrados. Mendes também afirmou que Mato Grosso registra uma das menores taxas de desemprego do país, o que, segundo ele, tem provocado escassez de mão de obra para execução de obras públicas.

Ao relembrar o início do mandato, o governador afirmou que encontrou o Estado em grave situação fiscal, com salários atrasados, fornecedores sem pagamento e dificuldades nos repasses da saúde. Segundo ele, o cenário foi revertido com medidas de ajuste e controle das contas públicas, permitindo que Mato Grosso retomasse a capacidade de investimento.

Questionado sobre a origem da crise financeira herdada, Mendes atribuiu a responsabilidade à gestão anterior e fez críticas diretas ao ex-governador Pedro Taques. Para o atual chefe do Executivo, decisões equivocadas e falta de experiência quase levaram o Estado a um colapso administrativo.

O tema também envolve uma disputa judicial recente. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso determinou, em decisão liminar, que Pedro Taques removesse conteúdos considerados ofensivos à honra e à imagem do governador. A ordem, assinada pelo juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, fixou prazo de 24 horas para retirada das publicações e multa diária em caso de descumprimento. A ação foi proposta pelo União Brasil no estado.

Sobre a decisão, Mauro Mendes disse estar tranquilo e afirmou que as acusações feitas contra ele não passam de mentiras. O governador voltou a admitir que a candidatura ao Senado é uma possibilidade concreta e explicou que, caso confirme a intenção, precisará deixar o cargo até 4 de abril, conforme a legislação eleitoral. Segundo ele, a eventual transição não traria riscos à administração estadual, desde que a condução permaneça com alguém comprometido com a continuidade da gestão.

VIDEO:

 

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