Dois suspeitos de chefiar o grupo foram presos de forma preventiva, e um deles está foragido, segundo a polícia. O território é um dos mais devastados na Amazônia Legal.
Imagens gravadas pela Polícia Federal mostram o momento em que os agentes entram nesta segunda-feira (24) em uma fazenda investigada por suspeita de armazenar combustível para abastecer o garimpo ilegal na Terra Indígena em Sararé, localizada em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá (assista abaixo).
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra três suspeitos que atuavam, segundo a investigação, como chefes do grupo, sendo que um deles está foragido. O território é um dos mais devastados na Amazônia Legal.
O grupo vendeu mais de quatro milhões de litros de diesel no período de 21 meses, segundo a PF. Essa movimentação chamou atenção dos policiais porque ocorreu em uma fazenda sem capacidadade para este tipo de produção e comercialização.
Além disso, a operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres.
A investigação começou a partir de uma fiscalização realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), contando com o apoio da Polícia Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em postos de combustíveis em Conquista d’Oeste e de Pontes e Lacerda, além de fazendas que possuíam reservatórios de óleo.
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Devastação em Sararé
Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.
Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.
Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.
VIDEO:
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