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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Fazendeiros movimentaram mais de R$ 26 milhões com venda de combustíveis para garimpo em Sararé (MT), diz PF

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Os fazendeiros que chefiaram a venda de combustíveis para o garimpo ilegal na Terra Indígena em Sararé, localizada em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, movimentaram mais de R$ 26 milhões, de acordo com investigação da Polícia Federal.

Dois deles foram presos preventivamente na segunda-feira (23), e um terceiro está foragido após operação dos agentes encontrar mais de quatro milhões de litros de diesel que foi vendido de forma ilegal em um período de 21 meses.

Imagens gravadas pela PF mostram o momento em que os agentes entram na propriedade rural.

“Isso é incompatível com a capacidade da fazenda. Ali a principal atividade é pecuária, que não precisa usar maquinários como escavadeiras hidráulicas”, disse um dos agentes.

Esse combustível, segundo a PF, estava abastecendo as atividades garimpeiras em Sararé, um dos territórios mais devastados na Amazônia Legal.

Além disso, a operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres.

A investigação começou a partir de uma fiscalização realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), contando com o apoio da Polícia Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em postos de combustíveis em Conquista d’Oeste e de Pontes e Lacerda, além de fazendas que possuíam reservatórios de óleo.

Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país — Foto: Reprodução JN
Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país — Foto: Reprodução JN

Devastação em Sararé

Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.

Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.

Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.

Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.

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