Criado para tornar os pagamentos ainda mais rápidos, o Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28) com participação ainda tímida no sistema. Dados do Banco Central do Brasil mostram que, em janeiro, a modalidade respondeu por apenas 0,01% do total de transações Pix e por 0,02% do valor movimentado.
De um total de 6,33 bilhões de transferências no mês, apenas 1,057 milhão foi feito com a aproximação do celular à maquininha ou à tela do computador. Em valores, foram movimentados R$ 568,73 milhões, de um total de R$ 2,69 trilhões.
Crescimento gradual
Apesar da baixa participação, os números mostram avanço. Em julho de 2025, cinco meses após o lançamento, haviam sido registradas apenas 35,3 mil transações. Em novembro, o volume superou pela primeira vez a marca de 1 milhão.
Os valores movimentados cresceram de forma acelerada:
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R$ 95,1 mil em julho
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R$ 1,103 milhão em agosto
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R$ 24,205 milhões em novembro
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R$ 133,151 milhões em dezembro
Para Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), as restrições de segurança e limites operacionais impostos pelo BC tornam a adesão mais lenta, mas há tendência de expansão, especialmente no ambiente corporativo.
Limites e segurança
Para reduzir fraudes, o Banco Central estabeleceu limite padrão de R$ 500 por transação quando o pagamento é feito via Google Pay, carteira digital presente na maioria dos celulares Android no país.
Nos aplicativos das instituições financeiras, os limites podem ser ajustados pelo próprio cliente, que pode definir valor máximo por transação e também teto diário.
Mais rapidez no pagamento
O diferencial do Pix por aproximação é a agilidade. Enquanto no modelo tradicional o usuário precisa abrir o app do banco, escanear QR Code ou inserir chave e senha, na modalidade por aproximação basta abrir a carteira digital ou o aplicativo e encostar o celular na maquininha, com a função NFC ativada.
A experiência se aproxima dos cartões por aproximação, reduzindo filas e agilizando compras em estabelecimentos com grande fluxo.
Pix no crédito
Algumas instituições oferecem a opção de pagar via Pix utilizando o limite do cartão de crédito. Nesses casos, podem ser cobrados juros.
Em dezembro, o Banco Central desistiu de regulamentar o chamado Pix Parcelado, mas os bancos podem oferecer modalidades semelhantes, como “Pix no Crédito” ou “Parcele o Pix”, desde que informem as condições ao cliente.
*Com informações de Agência Brasil
*Sob supervisão de Gene Lannes