Com isso, o estado se tornou o segundo no país com maior criação de empregos, perdendo apenas para Santa Catarina, com 19 mil.
A economia mato-grossense criou 18,7 mil empregos formais em janeiro deste ano, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o estado se tornou o segundo no país com maior criação de empregos, perdendo apenas para Santa Catarina, com 19 mil.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.
Os setores que puxaram o desempenho no estado foram:
- agropecuária, com saldo positivo de 10 mil;
- construção, com 1,6 mil
- indústria, com 1,1 mil
- serviços, com 5 mil
- comércio, com 844
Apesar do mercado aquecido na agropecuária, analistas do Banco do Brasil esperam um Produto Interno Bruto (PIB) do estado um pouco menor do que no ano passado, e o que deve pesar nesse desempenho é justamente a agropecuária.
A estimativa do PIB deste ano está em torno de 2,2%, de acordo com a pesquisa mensal Resenha Regional do Banco do Brasil. Em 2025, o PIB do estado alcançou 6,4%.
A explicação para essa diferença ocorre em razão de uma correção natural que acontece de um ano para outro depois do recorde da safra de grãos de 2024/2025.
Ainda assim, o agro continua sustentando a economia do estado em todos os sentidos. Isso porque quase 40% da economia do estado acontece da porteira para dentro, com a agricultura e pecuária, e tem a cadeia da indústria altamente dependente do agro, quase 50% da produção industrial depende de alimentos e 10% é de biocombustível.
Já a diversificação de mercado veio depois do tarifaço implementado pelo presidente norte-americano Donald Trump, que agora dobrou a aposta com uma tarifa global.
A expectativa dos produtores para os próximos anos, contudo, passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre-comércio do mundo.
Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado. O novo acordo ainda vai derrubar barreiras tarifárias que, hoje, punem os produtos processados.




