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quarta-feira, março 4, 2026
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Estudante de direito é presa suspeita de extorquir vítimas com ‘dossiê’ de imagens íntimas em MT

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Uma estudante de direito foi presa preventivamente durante operação da Polícia Civil realizada nesta quarta-feira (4), em Tangará da Serra a 242 km de Cuiabá, por extorsão em série que teria feito ao menos 15 vítimas em diferentes estados.

A jovem, que não teve a identidade divulgada, é suspeita de usar informações e imagens íntimas das vítimas para exigir pagamentos sob ameaça de divulgação do conteúdo. O crime é conhecido como ‘sextorsão’.

Entre as vítimas estão homens e mulheres, especialmente casais liberais, que eram abordados por meio de mensagens. Segundo as investigações, após o primeiro contato, a suspeita submetia as vítimas a intensa pressão psicológica.

De acordo com a Polícia Civil, a estudante coletava imagens e dados em sites de relacionamento e, a partir desse material, montava um dossiê em PDF minuciosamente editado. O documento reunia fotos íntimas e informações pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho. Em seguida, ela exigia pagamento como condição para não divulgar o material.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram arquivos armazenados que, segundo a corporação, estão relacionados às extorsões. Entre os materiais apreendidos estavam registros de conversas com vítimas e mensagens que indicariam o envio de conteúdo sensível a terceiros.

Ainda conforme a polícia, em alguns casos em que não houve pagamento, o conteúdo chegou a ser divulgado.

Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão e a quebra de sigilo em um endereço ligado a um segundo suspeito, morador de Alta Floresta. Ele se apresentava nas redes sociais como “hacker” e “designer gráfico”.

As investigações apontam que o homem teria perfil compatível com a obtenção de dados pessoais e com a produção e diagramação do material utilizado para constranger e extorquir as vítimas.

As ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes das Delegacias de Tangará da Serra e de Alta Floresta.

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