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Operações miram núcleo financeiro ligado a chefe de facção criminosa em Cuiabá

O núcleo financeiro de uma facção criminosa, incluindo familiares ligados ao chefe do grupo, Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão”, foi alvo de duas operações simultâneas da Polícia Civil, nesta terça-feira (10), em Cuiabá. Atualmente preso, ele é apontado como um dos principais nomes da organização criminosa em Mato Grosso.

Batizadas de Operação Retirada e Operação Arpão, as ações cumprem mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens, com o objetivo de desarticular esquemas de movimentação, ocultação e lavagem de dinheiro ligados ao grupo criminoso.

A Operação Retirada tem como foco um grupo responsável pela movimentação e retirada de dinheiro de origem ilícita por meio de contas bancárias de outras pessoas, utilizadas como “laranjas”.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão, além de quebras de sigilo e sequestro de veículos.

As investigações apontam que os suspeitos atuavam como “sacadores”, realizando saques e transferências em sequência para dificultar o rastreamento dos valores obtidos por meio de crimes como tráfico de drogas e golpes.

A polícia também identificou contas bancárias que eram utilizadas como uma espécie de “caixa” da facção, recebendo depósitos e repasses destinados ao grupo. Além disso, foram constatados indícios de patrimônio incompatível com a renda lícita declarada por alguns investigados.

Já a Operação Arpão cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão e sequestro de imóveis e veículos de luxo. Segundo a polícia, os alvos utilizavam familiares e pessoas próximas para ocultar a origem do patrimônio e esconder quem eram os verdadeiros proprietários dos bens.

A ação mira investigados suspeitos de ocultar e lavar o dinheiro obtido com atividades criminosas por meio da aquisição de bens de alto valor, como imóveis e veículos registrados em nome de terceiros.

O principal alvo da operação, conhecido como “Tubarão”, possui vínculo familiar com “Dandão”, e atuava no gerenciamento e ocultação dos recursos.

A polícia ainda apontou que esposas, parentes e pessoas do círculo do grupo aparecem como donos formais de veículos e imóveis de luxo. Na prática, porém, os bens eram usados e controlados pelos investigados, dificultando a vinculação direta do patrimônio aos criminosos.

O Noroeste

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