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Filhos de vítima de feminicídio são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito em MT

Um adolescente de 16 anos foi apreendido e um jovem de 22 anos foi preso nesta terça-feira (10), durante o velório da mãe, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá. Os dois são filhos de Gabia Socorro da Silva, vítima de feminicídio, segundo a Polícia Civil.

Os dois eram procurados por suspeita de sequestrar e agredir um homem de 32 anos, apontado como suspeito de matar Gabia, mãe deles.

Gabia foi encontrada morta dentro de casa no distrito de Santo Antônio do Fontoura, em São José do Xingu, a cerca de 1.200 km da capital. De acordo com a polícia, ela estava caída no chão da residência com perfurações provocadas por arma branca. O principal suspeito do crime é o marido da vítima.

Até a última atualização desta reportagem, ele ainda não havia sido localizado.

Entenda o caso

No mesmo dia da morte de Gabia, policiais iniciaram buscas pelo principal suspeito do crime. Durante as diligências, foram informados de que os filhos da vítima teriam ido até a casa do pai do suspeito e o sequestrado.

Segundo a polícia, eles teriam retirado o suspeito à força da residência, o agredido com murros e pedradas e, em seguida, o colocado em uma motocicleta antes de deixar o local.

🚨Como pedir ajuda?

 

O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.

Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.

Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.

O que é a Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.

O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:

  • Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros
  • Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros
  • Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros
  • Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros
  • Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros

 

O que é medida protetiva?

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.

Quem pode solicitar?

Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.

Como solicitar medida protetiva?

A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

O Noroeste

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