A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36% em 2026. Os dados constam no Boletim Focus desta segunda-feira (06/04), levantamento semanal divulgado pelo Banco Central do Brasil com projeções de instituições financeiras.
Pressões externas influenciam
A alta na estimativa ocorre em meio às tensões geradas pela Guerra no Oriente Médio. Mesmo assim, a inflação projetada segue dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Qual é a meta de inflação?
A meta atual é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual:
- Mínimo: 1,5%
- Máximo: 4,5%
Últimos dados da inflação
Em fevereiro, o IPCA ficou em 0,7%, puxado principalmente pelos setores de transportes e educação. Apesar da alta mensal, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março será divulgada na quinta-feira (09/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Segundo o mercado, a expectativa de inflação é de 2027: 3,85%; 2028: 3,6% e 2029: 3,5%.
O papel da Selic
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a Taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual.
O que pode acontecer agora
Apesar da sinalização de queda nos juros, o cenário internacional pode mudar os planos. Diante das incertezas, o Banco Central não descarta rever o ritmo de cortes na Selic, caso a inflação volte a pressionar. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 28 e 29 de abril.
*Com informações de Agência Brasil
*Sob supervisão de Gene Lanes





