Segundo a polícia, mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em pouco tempo, imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
Uma família foi alvo da Operação Aposta Perdida nesta quinta-feira (23), em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC), suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar online. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pela Polícia Civil.
A polícia informou que o alto padrão de vida ostentado pelos investigados nas redes sociais, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.
Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em pouco tempo, imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
A investigação apontou que os alvos atuavam em um esquema de obtenção de dinheiro por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas como “jogo do tigrinho”.
Os investigados atraíam participantes com promessas de ganhos fáceis. Segundo a polícia, o modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/d/2/9NxHIiTEu63wHFU4gX9Q/fotojet-8-.jpg)
Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas como “laranjas” para ocultar a origem dos recursos.
Na operação foram expedidos sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro medidas cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas, no valor de R$ 10 milhões.




